Mulher entra em trabalho de parto, fica presa no trânsito do feriadão e tem ajuda de policiais


 
 

Uma portuguesa entrou em trabalho de parto em Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, e precisou de ajuda de batedores de trânsito para chegar ao Recife, devido ao engarrafamento do feriadão da Independência. Carolina Barroso Matos mora há seis anos na região e, nesta terça (7), percebeu que a bolsa estourou.


A mulher foi auxiliada por um servidor da Guarda Municipal de Ipojuca e escoltada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) até o Recife, onde deu à luz uma menina. Constanza nasceu com 2,85 quilos 48 centímetros.

O parto estava previsto para acontecer na quarta-feira (8). Foi a primeira gestação de Carolina, que trabalha com turismo em Porto de Galinhas, um dos principais destinos turísticos do estado. Com o trânsito intenso ocasionado pela volta do feriado prolongado de 7 de Setembro, a mulher temeu não chegar a tempo ao hospital. De acordo com a PRF, assim que percebeu que a bolsa estourou, a mulher pediu ajuda à Guarda Municipal de Ipojuca.

Com a família, ela seguiu para a capital, acompanhada pelo servidor municipal, que foi na frente, de moto, abrindo caminho entre os carros, segundo o empresário uruguaio Leonardo Echeverria, marido de Carolina. “Nós encontramos o guarda em um ponto, na saída de Porto de Galinhas. O policiamento foi que abriu o caminho para nós, que nos ajudou. A aflição era muita, porque nós sabíamos que tinha muito trânsito, que o caminho não seria fácil. Pegamos muito trânsito na saída de Porto, na passagem pelo Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão, quando chegou a PRF”, disse Leonardo. Uma equipe da Polícia Rodoviária, que fazia rondas na região, foi informada sobre o caso e, no quilômetro 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, se juntou à escolta.

Os policiais abriram caminho no trânsito para que o carro em que a gestante estava pudesse passar. A mulher foi levada para o Hospital Unimed da Ilha do Leite, no Centro do Recife, onde ocorreu o parto. Apesar do susto, mãe e filha passam bem e estão saudáveis, segundo os parentes. "Não tem a quem Constanza puxar para ser calminha, ainda mais depois desse dia", brincou o pai. A policial rodoviária federal Elissa Urquiza participou da escolta que ajudou a família. Segundo ela, se não houvesse o auxílio do guarda municipal e, posteriormente, da PRF, a mulher corria o risco de ter que dar à luz sem assistência médica.

“A gente sempre vê acidentes, infratores excedendo a velocidade, passando pelo acostamento, mas jamais pensávamos que faríamos uma assistência dessas, com esse casal e a chegada da Constanza. O trânsito já estava bastante intenso. Já estava tendo, também, várias comemorações do 7 de Setembro e várias vias estavam bastante travadas”, declarou. Ela disse, ainda, que o momento foi emocionante. "Eu sou mãe, tenho um filho de 13 anos, e nós que somos mães sabemos a dor que é, o desespero. Querendo ou não, isso mexe com a gente. Estávamos circulando, quando fomos abordados", afirmou.


Fonte: G1

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