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‘Mosca maldita’ que levou 4 estados a declararem emergência fitossanitária tem risco para humanos?



O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência fitossanitária em quatro unidades da federação – Amapá, Amazonas, Pará e Roraima – com validade de um ano devido à praga Bactrocera carambolae (mosca-da-carambola). A chamada “mosca maldita” ataca ao menos 23 tipos de frutos no Brasil, em especial os carnosos, como carambola, manga, goiaba, jambo e acerola.


Segundo a pasta, o inseto é a principal ameaça à fruticultura do Brasil. O depósito de larvas pelas moscas causa danos aos alimentos, que se tornam impróprios para o consumo. Um estudo da Embrapa já apontou potencial prejuízo de R$400 milhões por ano para o setor, se a espécie se disseminar pelo país. Mas existem ricos para a saúde humana?

Embora a mosca-da-carambola represente um perigo significativo para a produção de frutas no país, sua presença não está atrelada a riscos diretos para a saúde humana, como pela transmissão de doenças. Segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul, os principais impactos são de fato os econômicos, devido às perdas produtivas, além de ambientais, pelo uso de agrotóxicos como medida de controle da praga.

No Brasil, a mosca, que é originária da Ásia, foi identificada pela primeira vez em 1996. Desde então, o governo atua com o Subprograma Bactrocera carambolae para tentar erradicar a espécie ou evitar que ela se espalhe pelos outros estados, como pela aplicação de defensivos químicos.

Além disso, ações como transportar frutos do Amapá para outros estados do país são proibidas. Desde abril, essa área de quarentena foi ampliada para Roraima e, junto à declaração de emergência fitossanitária, a proibição se estendeu a 26 municípios do Pará. O Estado do Amazonas não tem ocorrências da praga, apenas foi incluído na condição de emergência fitossanitária por haver focos em região próxima à fronteira com o Pará.


Fonte: O Globo

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