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Modelo revela que omitiu ser surda por 12 anos e disfarçou com leitura labial durante esse tempo; entenda o caso



A modelo e atriz Georgia Meacham, de Londres, na Inglaterra, está “se assumindo” como surda após 12 anos fingindo não ter deficiência auditiva. Ela conta que nasceu com uma perda moderada da audição e começou a usar aparelhos auditivos em ambos os ouvidos quando tinha 1 ano e 5 meses.


Segundo seu relato, sempre teve vergonha de não conseguir ouvir as outras pessoas e por isso, resolveu esconder sua condição. Atualmente com 30 anos, Georgia quer recomeçar como uma modelo surda.


— Esconder minha deficiência tem sido uma das coisas mais desgastantes que já fiz, mas estou muito animada para começar minha nova vida. As pessoas provavelmente olham para mim e pensam: 'uma modelo loira alta que não tem nenhuma dificuldade', mas quero mostrar a elas que a deficiência não tem uma certa aparência — afirma, em entrevista a uma agência de notícias inglesa.


Em toda a sua carreira como modelo, que começou aos 18 anos, ela escondeu seus aparelhos. Georgia modelou para as marcas para marcas como Stella McCartney e até mesmo participou de um videoclipe do grupo One Direction.


— Modelar se tornou um novo capítulo na minha vida. Achei que esconder meus aparelhos auditivos me tornaria um modelo mais bem-sucedido. Eu ia aos castings com o cabelo solto, porque nunca vi nenhuma modelo com aparelho auditivo — relata.


Ao longo dos anos, a inglesa fez aparições em diversos filmes, sendo "O Bebê de Bridget Jones" um deles. Enquanto trabalhava com diretores, Georgia aprendeu a ler as instruções nos lábios deles. Foi a partir dessa entrada em Hollywood que seu fingimento se tornou exaustivo.


— As pessoas surdas já sofrem de algo chamado ‘fadiga da surdez’ – porque é preciso mais poder cerebral para ouvirmos o que as pessoas estão dizendo. Eu estava trabalhando duro, tentando esconder esse meu segredo — afirma.


Desta forma, atualmente ela está disposta a revelar sua deficiência. Além disso, começou a fazer terapia em junho de 2023 e terá sua primeira aula de Língua de Sinais Britânica (BSL) neste mês.


— Me sinto realmente determinada agora a usar esta posição para falar sobre a representação dos surdos em ambas as indústrias — ressalta.


Fonte: O Globo

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