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Ministério da Saúde publica edital com mais de 6 mil vagas para o 'Mais Médicos'



O Ministério da Saúde publicou um edital com 6.252 vagas para o projeto Mais Médicos para o Brasil. As vagas estão autorizadas e foram distribuídas para cidades que desejarem renovar a participação ou aderir ao programa.

O programa Mais Médicos foi relançado pelo presidente Lula no dia 20 de março. O objetivo do governo é preencher vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de atenção primária, em Unidades Básicas de Saúde.

O edital publicado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde nesta terça-feira (18) é voltado exclusivamente para os municípios que tenham interesse nas vagas do programa. Cada cidade recebeu um número limite de vagas. Os municípios que confirmarem a participação deverão informar o total de profissionais que desejam receber. Esse número pode ser menor do que o limite autorizado pelo governo.

Após a confirmação do número de vagas, o Ministério da Saúde enviará aos municípios profissionais credenciados pelo programa.

O governo informou que deverá abrir outras 10 mil vagas até o final do ano, que terão contrapartida dos municípios.

O valor das bolsas deve continuar sendo o mesmo já oferecido atualmente pelo programa, de cerca de R$ 12,8 mil. Os médicos ainda recebem auxílio-moradia, que varia de acordo com a região onde atuarão. Vagas Confira a seguir o número de vagas autorizadas pelo governo as capitais (Maceió e Teresina não possuem vagas neste edital):

  • Aracaju: 4

  • Belém: 62

  • Belo Horizonte: 14

  • Boa Vista: 134

  • Brasília: 52

  • Campo Grande: 9

  • Cuiabá: 23

  • Curitiba: 20

  • Florianópolis: 5

  • Fortaleza: 91

  • Goiânia: 16

  • João Pessoa: 8

  • Macapá: 37

  • Manaus: 256

  • Natal: 32

  • Palmas: 1

  • Porto Alegre: 67

  • Porto Velho: 15

  • Recife: 15

  • Rio Branco: 32

  • Rio de Janeiro: 79

  • Salvador: 11

  • São Luís: 13

  • São Paulo: 150

  • Vitória: 3

Mais Médicos O Mais Médicos foi criado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff. Atualmente, são 18 mil vagas: 13 mil profissionais estão atuando e 5 mil postos estão desocupados.

O contrato de participação na iniciativa é de quatro anos, prorrogável pelo mesmo período. Ao todo, o investimento previsto pelo governo federal para este ano é de R$ 712 milhões.

A nova versão do projeto estabelece benefícios para incentivar a permanência dos médicos por longos períodos. Entre eles:

  • para os médicos que ficarem ao menos 3 anos na vaga: possibilidade de pagamento de adicional de 10% a 20% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município;

  • para médicos com formação pelo Fies: adicional de 40% a 80% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município. O benefício será pago em quatro parcelas, sendo 10% por ano durante os três primeiros anos, e os 70% restantes ao completar 48 meses;

  • incentivo para médicos do Fies residentes em Medicina da Família, com auxílio para pagamento de dívidas do financiamento estudantil;

  • complementar o valor da bolsa para mulheres em licença-maternidade que passarem a receber o auxílio do INSS, o que antes não ocorria;

  • licença de 20 dias para licença-paternidade. Antes, não havia essa possibilidade;

  • oferta de especialização e mestrado.

Seleção O novo formato do programa mantém a possibilidade de atuação de médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior, mas segue dando preferência para atuação dos nativos formados no país.

No caso dos que possuem diploma estrangeiro, o Ministério da Educação prevê oferecer incentivo para que façam o Revalida, teste que permite a validação do diploma de instituição de outro país para atuação no Brasil.

Os médicos com residência em Família e Comunidade terão pontuação adicional de 10% para a seleção do programa.


Fonte: G1

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