Menino morto no RJ com tiro na cabeça sonhava em ser médico para cuidar da mãe com Covid-19



O menino Ítalo Augusto Amorim, de 7 anos, que morreu baleado na porta de casa, dizia que seu sonho era ser médico para cuidar da mãe, que foi diagnosticada com Covid-19.

A informação foi dada pela prima Patrícia da Silva, que lamentou a morte do menino. Ainda segundo ela, ele estava brincando com outras crianças antes do tiroteio começar.

“Quando a mãe dele ficou doente, esse negócio de coronavírus, ele falou que ia estudar pra ser médico, pra cuidar da mãe dele”, disse Patrícia. “Ele estava brincando com outras crianças e a mãe dele olhando (...) de repente, só escutou o tiro e o menino cair”, completou a prima. O crime aconteceu na Rua Ceci, no bairro Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Familiares viram o menino no chão e acharam que ele tinha se abaixado por causa do confronto. “Começou aquele tiroteio, todo mundo correndo, devia ter umas sete crianças, todo mundo brincando, aí ele caiu no chão, a mãe dele gritou: ‘Ítalo, Ítalo, levanta’. A gente achou que ele estava no chão por conta dos tiros, para poder se proteger. Aí quando ela pegou ele no colo, ele estava todo ensanguentado”, afirmou a prima. O garoto chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro, mas chegou sem vida no local. Ele foi atingido por um disparo na cabeça. Parentes lamentam Nas redes sociais, parentes desabafaram sobre a perda do menino. A irmã, que também era madrinha de Ítalo, disse que ele era como um filho para ela. “Não quero acreditar que você morreu dessa forma”, disse.

Ítalo é a 17ª criança baleada na Região Metropolitana do Rio só em 2020, de acordo com a plataforma Fogo Cruzado. Investigação A Polícia Militar disse que PMs faziam patrulhamento na região quando um homem chegou de moto e fez vários disparos contra a viatura. Um desses tiros, ainda segundo a Corporação, atingiu o menino. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense disse que fez perícia no local e que já ouviu moradores da região. Os investigadores estão apurando se a morte de um homem em Mesquita tem ligação com esse caso. Testemunhas contaram que ele seria o responsável pelo disparo que atingiu a criança.

A secretaria de Polícia Civil disse que “lamenta profundamente a morte de mais uma criança inocente” e confirmou a versão da PM, de que traficantes da região conhecida como Sebinho atacaram a viatura da Polícia Militar. Além disso, afirmou que os chefes locais do tráfico vão ser responsabilizados por esse crime covarde.

A Polícia Civil voltou a reforçar a necessidade de "reverter decisões judiciais que restringem a atuação plena das atividades policiais em áreas com domínio territorial de narcoterroristas".


Fonte: G1

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