Médicos se contaminam com Covid-19 em evento antivacina


 
 

De acordo com o tabloide The Daily Beast, sete médicos que foram a um evento antivacina na Flórida testaram positivo para a Covid-19. Um deles, o cardiologista Bruce Boros de 71 anos, desenvolveu a forma grave da doença. A conferência negacionista tinha o objetivo de discutir tratamentos alternativos para o coronavírus, além de realizar debates contrários à vacina.


O doutor Boros relatou no evento que ele e sua esposa tomavam a ivermectina há mais de 16 meses para se proteger da doença. Dois dias após a conferência, ele e mais seis companheiros foram diagnosticados com a doença. O FDA fez uma postagem em agosto reforçando que o remédio não tem eficácia comprovada contra a Covid-19.


Pessoas próximas ao doutor Boros, que pediram para não serem identificadas, afirmam que a doença o afetou profundamente, impedindo que o médico consiga sequer trabalhar. O organizador do evento, o doutor John Littell, afirmou que todos os infectados, incluindo Boros, estão bem e responderam bem ao tratamento com ivermectina.

Em uma postagem de 28 de julho do ano passado, Boros afirmava que ingeria o remédio diariamente sem prescrição em um estudo pessoal, tentando provar a eficácia do medicamento contra o coronavírus. O médico chegou a atacar o doutor Anthony Fauci, consultor médico do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Ele afirmava que Fauci seria uma fraude e que a indústria farmacêutica estaria enganando a todos, alimentando os negacionistas teóricos da conspiração.


Boros chegou a criticar o próprio pai de 97 anos durante o evento por contrariar as suas indicações e decidir se vacinar, tomando as duas doses do imunizante. O pai dele faleceu alguns dias depois, o que fez com que o médico acreditasse que a vacina teria relação. Inúmeros estudos de confiança já provaram a eficácia e a segurança das vacinas contra a Covid-19.


Medicamentos como a cloroquina e a ivermectina não possuem eficácia comprovada contra a Covid-19 e mesmo assim são defendidos por alguns líderes no mundo. Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, é um deles, indo na contramão até do próprio Ministério da Saúde do país.

Com a Covid-19 ressurgindo com força total em países com baixa taxa de vacinação, a Áustria está votando em novas medidas incluindo o confinamento de pessoas não vacinadas para frear a disseminação do vírus. No início do mês, Singapura anunciou que pacientes que se recusarem a tomar vacina terão que pagar por atendimento médico.

“Você não é um cavalo”, diz FDA


Em agosto deste ano, a Food and Drug Administration (FDA) publicou um artigo explicando por que as pessoas não devem usar a ivermectina como tratamento contra a Covid-19. A mensagem, realista para alguns e um tanto “grosseira” para outros, viralizou nas redes sociais.

“Você não é um cavalo. Você não é uma vaca. Sério, pessoal. Parem com isso”, alertou o órgão.


Também vale lembrar que, a vacina não impede de contrair o vírus, mas minimiza as chances de morte. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indicam que os não vacinados têm uma chance seis vezes maior de se infectar com Covid e 14 vezes mais chances de morrer do que aqueles que foram vacinados.


Ainda de acordo com a organização, “as vacinas da Covid-19 são seguras e eficazes” e “milhões de pessoas nos Estados Unidos receberam vacinas sob o monitoramento de segurança mais intenso da história dos EUA.”


Fonte: Tudocelular / Olhar Digital

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