Médicos do Hospital Emílio Ribas fazem protesto contra falta de profissionais


 
 

Médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas em São Paulo protestaram nesta quinta-feira (25) contra a falta de profissionais. Eles fizeram uma passeata até a sede da Secretaria Estadual da Saúde, na Zona Oeste da capital paulista.


Os manifestantes pedem abertura de concurso público para suprir déficit de 258 profissionais no hospital, que é referência no tratamento de doenças infecciosas no país.

Também participaram do ato outros funcionários do hospital, pacientes e movimentos sociais. Segundo os manifestantes, o processo seletivo estava previsto para ser realizado no dia 29 de setembro, mas foi cancelado pela gestão do governador João Doria (PSDB). De acordo a Associação dos Médicos do Instituto Emílio Ribas, há mais de cinco anos a Instituição enfrenta problemas por falta de recursos humanos.

O último concurso foi realizado em 2015. Desde então, 40 médicos já deixaram o Instituo e as vagas não foram repostas.

Em nota enviada durante manifestação anterior, o Instituto afirmou que a secretaria estadual da Saúde investiu mais de R$ 9,6 milhões nos dois anos de pandemia para reforço de profissionais na unidade, somando 181 contratos por tempo determinado.

"Portanto, em todas as ocasiões em que houve aumento dos leitos e da assistência, o número dos profissionais também teve crescimento com impacto direto na assistência da população."

A nota ainda alega que a capacidade de atendimento aumentará em 34% após a conclusão da obra e que terá "quadro profissional suficiente para atender esta nova demanda. As obras estão em andamento e até o final da reforma, serão investidos R$ 130 milhões." Emílio Ribas O hospital Emílio Ribas foi fundado em 1880, quando o país vivia a epidemia da varíola. Na época, ficou conhecido como hospital de isolamento. Na década de 1970, o desafio aqui foi combater um surto de meningite que levou o hospital à capacidade máxima de atendimento. Nos anos de 1980, o hospital atendeu os cinco primeiros casos de Aids do país. Em 2009, foi a vez da epidemia de H1N1. Em 2014, os profissionais se preparam para receber possíveis casos de ebola por causa da epidemia na África. Há dois anos, houve a epidemia de febre amarela. Durante a pandemia de coronavírus, o hospital chegou a ficar exclusivamente focado no atendimento de pacientes com Covid-19.


Fonte: G1

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