Médicos de 15 hospitais privados da cidade de São Paulo apontam crescimento de internações por covid


O número de internações e de atendimentos de pacientes com Covid-19 subiu entre outubro e novembro na rede privada de Saúde de São Paulo, apontam médicos de 15 hospitais privados ouvidos pelo Jornal Hoje.


Para eles, os principais motivos da alta é o relaxamento das medidas de prevenção contra o coronavírus. Segundo os médicos, que trabalham em grandes redes hospitalares privadas da capital paulista, nas últimas três semanas, voltou a aumentar o número de internações, além de atendimentos nos prontos-socorros por causa da doença.

O movimento já provoca reabertura de leitos exclusivos para Covid-19.

"Eu sou infectologista de um hospital aqui em São Paulo e o que eu tenho observado, não só eu, como outros colegas de hospitais particulares, é que principalmente na última semana, o número de pacientes com Covid-19 tem aumentado muito", disse uma médica.

"Em média, 8 a 10 pacientes têm me ligado falando que os exames estão positivos", afirmou outro médico.

"A gente tá com perfil de população mais jovem principalmente pessoas que estavam protegidas na primeira leva mais intensa da doença", assinalou outro infectologista.

"Nós chegamos há um mês, um mês e meio, desativar uma e ficar menos 50% da segunda UTI, em vias de fechar a segunda UTI. Hoje, possivelmente nós reabriremos a terceira UTI", disse Dante Senra, coordenador de UTIs de um hospital e doutor pela USP.

O médico Marcio Sommer Bittencourt, mestre em saúde pública pela Universidade de Harvard, acompanha os dados dos hospitais privados na pandemia desde o início e confirma a tendência de subida da curva.

" Temos 3, 4 semanas comprovando que realmente é uma reversão de tendência, não é só um ruído no dado, o que indica que a doença está voltando a circular, porque internação é uma consequência da quantidade de casos que tem na comunidade", disse Bittencourt.

Segundo os médicos, a maioria dos pacientes estão vindo com quadro mais leve. Agora, o perfil dos pacientes envolve pessoas de maior poder aquisitivo e classes A, B e C, que estavam mais confinadas e que não haviam sido expostas ao vírus.


Fonte: G1

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