Médico goiano nega participação em rinha de cães em SP: ‘Vim pegar o cachorro de um amigo&#821

O médico goiano Leônidas Bueno Fernandes Filho e mais 40 pessoas aparecem em imagens feitas pela Polícia Civil no momento em que são presos em uma “rinha” de cães, em São Paulo (vídeo). O profissional aparece sentado na arena onde ocorriam os combates e, ao ser acusado por um policial de “pôr os bichinhos para brigar”, ele nega e tenta se defender.

“Não. Eu vim pegar um cachorro de um amigo meu”, afirma o médico na gravação.

No entanto, segundo a polícia, Leônidas e mais um médico veterinário eram responsáveis por reanimar os cães machucados durante as lutas.

O G1 tenta localizar a defesa do médico. Um parente dele, que preferiu não se identificar, disse que Leônidas é inocente e foi preso por estar no lugar errado.

“O que eu ouvi de terceiros é que ele tinha ido participar de outra modalidade de competição e estava junto do pessoal e acabou que foi detido também. Ele gosta de modalidades como escalonamento e saltos, que estava tendo lá simultânea a essa. Ele não participa de rinha”, afirmou.

Médico Leônidas Bueno Fernandes Filho foi preso em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Médico Leônidas Bueno Fernandes Filho foi preso em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Fiança de quase R$ 60 mil

Leônidas e mais 40 pessoas foram detidas no último sábado (14), em Mairiporã, na Grande São Paulo. Em audiência de custódia, somente uma pessoa seguiu presa.

Na mesma decisão, proferida pelo juiz André Luiz da Silva da Cunha, foi arbitrada fiança de 60 salários mínimos – R$ 59.880,00 – para Leônidas, a maior entre todos os detidos.

Nela, o magistrado afirma que “os fatos atribuídos aos autuados são repugnantes” e citou que “os cães eram colocados para brigar até a morte”. No entanto, salienta que os presos são primários, possuem residência fixa e que a liberdade deles não coloca em risco a ordem pública.

A decisão que soltou Leônidas solicita ainda que seja oficiado o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) sobre a prisão ocorrida, anexado uma cópia do boletim de ocorrência.

A assessoria de imprensa do Cremego informou, em nota, que o órgão não vai comentar o assunto.

Imagens mostram o momento da prisão do médico goiano Leônidas Bueno Filho  — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Imagens mostram o momento da prisão do médico goiano Leônidas Bueno Filho — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Moção de repúdio

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em sessão na terça-feira (17), uma moção de repúdio na qual pede a “suspensão imediata” do registro de Leônidas junto ao (Cremego).

O documento foi proposto pelo vereador Zander Fábio (Patriota), que é presidente da Comissão de Proteção, Direitos e Defesa dos Animais da Câmara. A indignação ao ver a forma como os animais eram tratados, segundo ele, motivou a moção, que contou com a assinatura de 24 parlamentares.

“[O sentimento é de] indignação total ao saber o modo como eles agiam. Parece uma seita porque eles comiam [os cães] em forma de churrasco e davam as outras partes para os animais”, disse ao G1.

Na moção, o parlamentar afirma que no local foram encontrados um animal morto e 19 feridos e que até a polícia se sensibilizou com a situação encontrada, “digna de um filme de terror”.

Aviso imagens fortes — Foto: Arte/G1

Aviso imagens fortes — Foto: Arte/G1

Cachorro da raça pitbull encontrado em rinha de cães ilegal em Mairiporã, Grande São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Cachorro da raça pitbull encontrado em rinha de cães ilegal em Mairiporã, Grande São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

Animal ferido encontrado em rinha de cães em Mairiporã  — Foto: Marcelo Assunção/TV Globo

Animal ferido encontrado em rinha de cães em Mairiporã — Foto: Marcelo Assunção/TV Globo

Pit bull que participava de rinha de cães em Mairiporã — Foto: Marcelo Assunção/ TV Globo

Pit bull que participava de rinha de cães em Mairiporã — Foto: Marcelo Assunção/ TV Globo

Churrasco de carne de cachorro era servido na rinha, de acordo com a Polícia Civil — Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação

Churrasco de carne de cachorro era servido na rinha, de acordo com a Polícia Civil — Foto: Polícia Civil do Paraná/Divulgação

Fonte: G1

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