Médico e esposa morrem de Covid com 3 dias de diferença: 'Época que viveram mais juntos', diz filha



A primeira semana de 2021 foi de perda para as famílias do médico Aristides Camargo, 79 anos, e de sua esposa, a ex-professora Maria Inês Santos Camargo, 67.


O casal de Sorocaba (SP) morreu com três dias de diferença depois de sentir, às vésperas do Natal, os primeiros sintomas da Covid-19.

Ao G1, Ana Laura Camargo Marques, uma das filhas do casal, disse que, primeiro, os dois foram levados para um hospital de Sorocaba e, depois, transferidos para São Bernardo do Campo, onde não resistiram. Aristides morreu dia 1º e a esposa no dia 4 de janeiro.

Além de Ana, Aristides e Maria Inês, que foram casados por 50 anos, tiveram mais dois filhos, Maurício Santos Camargo e Liliane Camargo, e cinco netos.

O Brasil atingiu, nesta quinta-feira (7), a marca de 200 mil mortes pela Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa. Os casos confirmados beiram 9 milhões.

Amigos do casal fizeram homenagens nas redes sociais e deixaram mensagens para a família. Segundo Ana, o período de quarentena aproximou os pais. Nas suas palavras, foi "a época da vida deles". “A pandemia foi a época que eles viveram mais juntos, muito juntos, um para o outro. Me lembro que ele sempre trabalhou muito, e ela chegou a comentar comigo que estava curtindo muito ficar com ele direto”, diz.

O Brasil atingiu, nesta quinta-feira (7), a marca de 200 mil mortes pela Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos da imprensa. Em todo país, já são quase 9 milhões de casos confirmados. Médico e professora Aristides era médico e trabalhou na Santa Casa de Sorocaba por cerca de 30 anos. Também atuou como médico legista e professor de faculdade. Nos últimos tempos, se dedicava a atender em uma clínica.

“Na sua juventude, foi caminhoneiro, sustentava a casa dos pais, pagou os estudos dos dois irmãos mais novos e passou na faculdade estudando no caminhão. Hoje, era motoqueiro, sempre disposto a dar tudo pela família", disse a filha Ana.

Já Maria Inês foi professora de artes, ciências e matemática. Como mãe, segundo a família, era dedicada e gostava de ficar com os cinco netos.

“Apesar do caos que foi esse ano, pudemos aproveitar e aprender a ficar juntos em família, dar valor a pequenas coisas, aprender a conversar, a brincar. E nós tivemos a oportunidade de curtir eles bastante.”

O casal foi sepultado em um Sorocaba sem velório, conforme as regras impostas por causa do risco de transmissão em casos de morte por Covid-19.


Fonte: G1

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