Médico brasileiro ajuda no socorro às vítimas de explosão em Beirute



O cirurgião plástico brasileiro Ghassan Said já havia encerrado seu plantão nesta terça-feira (4) e tinha acabado de almoçar em sua casa, em Beirute, no Líbano, quando sentiu o chão de sua casa tremer. Em seguida, ouviu uma explosão e viu os vidros de sua casa se quebrando.


Ao correr para a sacada, viu uma fumaça rosada, resultado da explosão que deixou mais de 100 mortos e 4 mil feridos na região portuária da capital libanesa.

Ele contou à GloboNews que desceu de seu apartamento e viu destroços dos prédios ao redor. Correu de volta, ligou a TV e viu a explosão no jornal.

Voltou então ao trabalho, desta vez em um hospital mais afastado, já na região das montanhas. Com os centros hospitalares da capital todos lotados, os pacientes passaram a ser transportados para locais nas proximidades.

“Já são 4h30 da manhã e vi centenas de pacientes, estamos tentando ajudar o máximo possível nessa situação bem crítica”, explicou, durante a entrevista.

“Os pacientes que recebemos foram em sua maioria devido a traumas causados pelos destroços, por vidros. Como sou cirurgião plástico, recebi mais pessoas com ferimentos graves, tinha que revisar os ferimentos para ver se tinham vidro, fazer cirurgias reparadoras. Havia também bastante fraturas em que ortopedistas tinham que intervir. E muitos pacientes também com abalos psicológicos”, acrescentou. Said acredita também que os hospitais ainda devem receber pacientes vítimas de queimaduras. Segundo Said, os hospitais estavam atendendo os pacientes com médicos de todas as especialidades.

O médico contou ainda que o clima está bem tenso na capital libanesa, porque pouco depois que aconteceu a explosão, ainda enquanto acontecia o socorro às vítimas, havia muito trânsito e fluxo de carros saindo para as cidades ao redor de Beirute. Como não se sabia ainda a causa, muitos temiam que tivesse acontecido algum ataque, “e então começaram a se espalhar e sair do centro de Beirute”, disse.


Fonte: G1

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