Médicas, enfermeira e perito do caso Henry Borel prestam depoimento à polícia


 
 

Os profissionais de saúde, uma enfermeira e duas médicas do Hospital Barra D'Or, que atenderam o menino Henry Borel, na madrugada do dia 8 de março prestaram depoimento na 16ª Delegacia, na Barra da Tijuca, nesta segunda-feira (22).


O perito que fez o laudo de necropsia também foi ouvido, mas no Instituto Médico Legal (IML), na Região Central do Rio.

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de segunda-feira (8), após ser encontrado pela mãe caído em um dos quartos do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto. Mensagens após a morte O RJ2 desta segunda mostrou ainda mensagens trocadas entre os pais de Henry no dia 9, um dia depois da morte do menino. Monique Medeiros desabafa ao ex-marido:

"Já sabemos o motivo do Henry ter ido embora? Não consigo acreditar, parece um pesadelo sem fim. Estou sem chão. Vontade de morrer."

Ela pergunta ao engenheiro Leniel Borel quando será o enterro do filho. Ela fala também sobre a dor que está sentindo e questiona a demora na liberação do corpo.

"Que horas poderemos enterrar nosso filho", diz Monique. Leniel responde : "Estou aguardando o IML". Ela insiste afirmando que já se passaram 24 horas da morte e faz novo desabafo:

"Se eu pequei alguma vez , foi por excesso, nunca por falta. Minha consciência está tranquila e ele está nos braços do Pai." O apartamento Neste domingo (21), o Fantástico mostrou o interior do apartamento onde o menino Henry morava como a mãe e o padrasto, o vereador Doutor Jairinho (Solidariedade).

O casal se mudou para um condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em janeiro deste ano. A reportagem mostrou alguns cômodos do apartamento. Boletim do hospital e investigação O boletim do hospital, onde Henry chegou às 3h50, informa que Monique e Jairinho disseram ter ouvido barulho emitido pela criança e se levantaram para ver o que aconteceu no quarto.

A médica Viviane dos Santos Rosa relatou que Monique e Doutor Jairinho disseram que encontraram a criança mole "após ouvirem um barulho no seu quarto sem resposta ao chamado da mãe".

No entanto, no depoimento à polícia o casal não mencionou qualquer barulho feito pelo menino. A polícia também recolheu imagens de câmeras de segurança mostrando que Henry chegou bem ao condomínio onde moram a mãe e o padrasto.

Na última quarta-feira (18), o casal prestou depoimento à polícia durante 12 horas. Monique confirmou que no domingo à noite Henry não queria voltar para casa e contou que a criança vomitou ao chegar no local.

Ela disse que não achou estranho porque isso era algo normal quando o filho chorava muito. Monique disse ainda que tentou tranquilizá-lo e o levou até uma padaria, que fica a poucos metros do condomínio.

Quando a perícia chegou ao apartamento, no dia da morte do menino, uma faxineira já tinha limpado o imóvel. Desde o dia da morte do Henry, Doutor Jairinho e Monique só voltaram ao imóvel para pegar roupas e objetos pessoais.

Em depoimento à polícia, a mãe disse que naquele dia ela botou o filho para dormir no quatro do casal, localizado no fim do corredor. Ela contou ainda que ficou com Jairinho na sala assistindo uma série na televisão.

Segundo ela, a certa altura, para não incomodar a criança, eles decidiram ir para o quarto de hóspedes onde também tem uma televisão. O casal continuou assistindo à série.

Monique disse que eles acordaram e encontraram o menino caído no chão do quarto do casal. O atendimento no hospital O boletim do hospital, onde Henry chegou às 3h50, informa que Monique e Jairinho disseram ter ouvido barulho emitido pela criança e se levantaram para ver o que aconteceu.

Segundo relata a médica Viviane dos Santos Rosa, o Doutor Jairinho e a mãe encontraram a criança mole "após ouvir um barulho em seu quarto sem resposta ao chamado da mãe". No entanto, no depoimento à polícia o casal não mencionou qualquer barulho feito pelo menino.

A polícia também recolheu imagens de câmeras de segurança mostrando que Henry chegou bem ao condomínio onde moram a mãe e o padrasto.

Quando a perícia chegou ao apartamento, no dia da morte do menino, uma faxineira já tinha limpado o imóvel.


Fonte: G1

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