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Jovem descobre câncer após confundir dor no ombro com lesão esportiva



A britânica Lulu Blundell tinha 19 anos quando precisou ser afastada dos treinamentos de rugby por sentir fortes dores no ombro. No primeiro momento, a jovem acreditou que o incômodo havia sido causado por uma lesão esportiva, mas uma tomografia computadorizada revelou que ela tinha tumores no ombro, nas costelas e no tórax.


A adolescente de South Yorkhire, na Inglaterra, tinha histórico de câncer. Aos 15 anos, ela havia sido diagnosticada com sarcoma de Ewing, um tipo de tumor que ocorre com mais frequência nos ossos ou ao redor deles, responsável pela amputação de uma de suas pernas naquela época.


Histórico de câncer


Depois de passar por sessões de quimioterapia e ter a perna amputada, em meados de 2019, Lulu foi informada de que estava livre do câncer. Porém, ela passou a sentir uma dor constante no ombro enquanto frequentava a faculdade. Exames de imagem revelaram que a inglesa tinha novos tumores no ombro, costelas e tórax, com poucas chances de cura.


Os médicos informaram que Lulu tinha apenas alguns meses de vida, mas ela estava determinada a não deixar que a doença lhe atrapalhasse e decidiu fazer uma viagem com os amigos e familiares. “Descobri que meu câncer voltou em quatro pontos e tomei a decisão de não passar pela quimioterapia”, conta.


Além de passear, a britânica participou de uma corrida de 5 km para arrecadar fundos que seriam doados para o Teenage Cancer Trust, fundação de caridade que tem por objetivo suprir as necessidades de adolescentes e jovens adultos britânicos com câncer, leucemia e outras doenças similares.


“Apesar de me dizerem que tive uma recaída, e agora com uma doença terminal, eu ri e amei mais do que nunca na minha vida nos últimos meses”, disse Lulu em uma entrevista ao portal do Teenage Cancer Trust.

Vida documentada


Lulu morreu em 1º de janeiro deste ano, aos 19 anos. A jovem atleta, que passou pelos times Sheffield RUFC e Wakefield Trinity, foi homenageada com o documentário Lulu: Forever 19, publicado no site da fundação.


Carolyn Blundell, mãe da jovem universitária, lembra que havia muito mais na filha do que apenas o câncer. “Ela tinha um desejo pela vida, pelas pessoas, e uma espontaneidade que era contagiante – se ela queria fazer algo, ela fazia”, afirmou durante a produção audiovisual.


Os médicos disseram à família que mais quimioterapias poderiam dar mais meses de vida a Lulu. Porém, ela estava decidida que não passaria o pouco tempo de vida que lhe restava em uma cama de hospital. “Embora eu quisesse que ela ficasse mais tempo conosco, somos gratos por cada momento”, destaca a mãe.


Fonte: Metrópoles

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