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Implante contraceptivo de australiana vai parar no coração. Entenda



Uma mulher de 22 anos colocou um implante contraceptivo hormonal no braço e a haste flexível acabou migrando para o coração dela. O caso ocorreu com a jovem australiana Cloe Westerway e, até onde se sabe, é o primeiro deste tipo no mundo.


Cloe passará por uma cirurgia para tentar retirar o implante alojado no músculo cardíaco nesta quinta-feira (28/9), segundo informa o portal Australia News.


O que é o implante contraceptivo?


Cloe colocou o implante contraceptivo hormonal há dois anos. Ele é uma pequena haste flexível inserida logo abaixo da pele na parte interna do braço. Com 4 centímetros de comprimento e 2 milímetros de diâmetro, o dispositivo contém uma alta carga de etonogestrel, hormônio feminino sintético.


O hormônio é liberado continuamente, inibindo a ovulação. Além disso, o método altera o muco cervical, tornando o ambiente próximo ao útero insalubre para os espermatozóides. Esse tipo de contraceptivo é considerado uma forma eficaz e indolor de prevenção e tem eficácia de 3 anos.


O que ocorreu com Cloe?


Em entrevista ao portal Australia News, Cloe contou que começou a sentir azia, dores de cabeça, sangramento intenso, vômitos e palpitações logo depois de ter colocado o implante.


“Tinha usado o mesmo implante aos 15 anos e deu muito certo”, disse a auxiliar administrativa. “Estava tranquila de usá-lo. Parecia muito seguro e a clínica faz isso várias vezes ao dia, mas logo apareceram sintomas”, lembra.

Depois de ouvir as queixas da jovem, os médicos decidiram que seria melhor retirar o dispositivo. Quando foram removê-lo, não o encontraram.


Migração para o coração


Após realizarem exames de imagem, os médicos descobriram que o contraceptivo havia migrado do braço para as artérias pulmonares do coração e estava obstruindo parcialmente a parte esquerda do órgão.


Segundo os médicos, o dispositivo não foi inserido corretamente e foi implantado ou diretamente na veia ou tão próximo dela que escapou para dentro dela. Da veia, o dispositivo teria migrado até o coração.


Fonte: Metrópoles

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