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Idoso morre após esperar quase 1 mês por vaga em hospital e passar horas no chão de pronto socorro



Um idoso de 86 anos morreu após esperar quase um mês por vaga para fazer cirurgia de urgência na rede pública na Grande Belém. Ele chegou a ficar deitado no chão no corredor em uma unidade de saúde da capital paraense por horas enquanto aguardava por leito.


Carlos Otávio Maciel, de 86 anos, morreu na quarta-feira (5). Segundo a família, ele tinha tumor no rim e precisava do procedimento cirúrgico. O sepultamento ocorre nesta quinta (6).

Imagens registradas pela família dias antes da morte mostram o paciente no chão, sendo medicado, em um canto improvisado forrado com algumas cobertas, no pronto socorro municipal (PSM) do bairro Guamá, na capital paraense - veja no vídeo acima. O idoso ficou por um dia no chão, até conseguir leito na enfermaria. Por último, ele estava em uma Unidade de terapia intensiva (UTI) do PSM, onde seguia à espera de vaga no hospital referência para cirurgia. Ele já aguardava por leito no hospital referência havia quase um mês, segundo a filha do idoso, Iara Correa, que falou à TV Liberal na segunda-feira (3), quando o pai ainda estava no pronto socorro. "Ele me disse 'filha, quando chegar este leito, eu não vou mais aguentar'. Ele falou isso para mim, meu pai", desabafou Iara, emocionada, ainda quando o pai estava à espera de leito. Após a morte do paciente, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que o idoso estava com leito reservado no hospital Ophir Loyola, também em Belém. Na segunda-feira (3), quando a família denunciou a demora, a Secretaria de Estado informou que estava providenciando a transferência, sem apontar data exata.

Já a Secretaria Municipal, de Saúde de Belém, responsável pelo PSM do Guamá, informou que assim que Carlos Maciel deu entrada na unidade, recebeu a atenção necessária, sendo transferido em menos de 24 horas para leito de enfermaria clínico, sem especificar sobre as horas em que ele ficou no chão. Depois que estava na enfermaria, ele foi para UTI.

Conforme o município, a transferência não ocorreu por causa da piora do quadro clínico do idoso. Ele precisou de uma transfusão de sangue e o procedimento teria impedido que ele fosse levado para o hospital especializado, ainda segunda a secretaria municipal.


Fonte: G1

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