Hospital americano lamenta morte de médico que atuou na separação de siamesas brasileiras

Em nota enviada nesta segunda-feira (30) ao G1, a comunidade do Montefiore Einstein, hospital americano onde o neurocirurgião James Goodrich atuou por mais de 30 anos, lamentou a morte do médico, referência mundial em cirurgias de alta complexidade para separar gêmeos siameses unidos pela cabeça.

Goodrich morreu na madrugada de segunda-feira, em razão de complicações causadas pela Covid-19.

“Dr. Goodrich foi um farol de nossa instituição e ele fará muita falta”, disse o CEO da Montefiore Medicine, Philip O. Ozuah.

Em 2018, o especialista atuou diretamente no caso das gêmeas Maria Ysabelle e Maria Ysadora, atendidas no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP). O procedimento inédito no Brasil passou por cinco etapas até que as irmãs foram finalmente separadas. Atualmente, as meninas vivem com os pais em Aquiraz (CE).

O neurocirurgião pediátrico James Goodrich, referência em atendimentos de alta complexidade para separar gêmeos siameses — Foto: Reprodução/EPTV

O neurocirurgião pediátrico James Goodrich, referência em atendimentos de alta complexidade para separar gêmeos siameses — Foto: Reprodução/EPTV

Um ano depois, Goodrich voltou a atuar no Brasil no caso das gêmeas Lis e Mel, no Distrito Federal.

Entre as passagens mais emblemáticas da carreira, Goodrich coordenou, em 2016, uma equipe de 40 médicos em uma cirurgia que durou 27 horas para separar dois irmãos.

“Ele não apenas era um cirurgião de elite, mas, ao longo dos anos, foi um mentor e professor generoso que compartilhou seu ofício com muitos jovens cirurgiões que queriam seguir seus passos”, diz o comunicado.

Pais celebram o batizado das filhas gêmeas em Ribeirão Preto, SP  — Foto: Alexandre Sá/ EPTV

Pais celebram o batizado das filhas gêmeas em Ribeirão Preto, SP — Foto: Alexandre Sá/ EPTV

Ainda segundo a nota divulgada pelo hospital de Nova Iorque, Goodrich nasceu no Oregon e serviu como fuzileiro naval durante a guerra do Vietnã, quando decidiu ser médico.

Goodrich foi diretor da Divisão de Neurocirurgia Pediátrica em Montefiore e professor de cirurgia clínica neurológica, pediatria, cirurgia plástica e reconstrutiva na Faculdade de Medicina Albert Einstein.

“Era um homem humilde e verdadeiramente carinhoso. Ele não desejava o centro das atenções e era amado por seus colegas e funcionários: todos os anos, assava biscoitos de férias e os entregava à mão para as enfermeiras do Hospital Infantil de Montefiore.”

Amante de surf, viagens e história, ele deixa a esposa, Judy, e três irmãs.

Fonte: G1

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