Funcionários do Hospital de Bonsucesso depõem sobre incêndio



Dois funcionários terceirizados contratados pelo Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) prestaram depoimento nesta terça-feira (10) sobre o incêndio que atingiu a unidade no dia 27 de outubro.


Segundo a Polícia Federal, foram ouvidos o funcionário que primeiro viu os sinais de fogo e o chefe da segurança do hospital. Eles compareceram à Delegacia de Repressão à Crimes Fazendários, na sede da PF, no Centro do Rio.

Outras duas testemunhas devem ser ouvidas na quarta-feira (11).

O diretor-geral do hospital, Dr. Edson Joaquim Santana, também será ouvido nos próximos dias. O período de depoimentos deve durar algumas semanas, pois os agentes querem identificar o que originou o incêndio.

Os policiais ainda analisam as câmeras de segurança do prédio 1, mas a Polícia Federal não vai comentar as investigações.

Um senhor de 70 anos, transferido para Hospital de Campanha da Prefeitura do Rio, foi mais uma morte entre os pacientes que estavam internados na unidade e foram transferidos às pressas.

O Ministério da Saúde só reconhece 3 mortes de pacientes transferidos como consequência do incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso. Volta de atendimentos Alguns atendimentos voltaram a funcionar na unidade, mesmo com o prédio 1 isolado e as manchas causadas pela fumaça. A movimentação foi tranquila. Os pacientes foram para atendimentos agendados.

As consultas ambulatoriais, sessões de quimioterapia, entrega de medicamentos oncológicos, realização de exames laboratoriais, retirada de resultados e doações de sangue estão funcionando.

Seguem suspensos os serviços de emergência, cirurgias, internações, hemodiálise e exames de imagem. “Eu me trato na oncologia, só que não tem oncologia no hospital no momento. Então eu estou na fila de espera para outro hospital para fazer acompanhamento. Estou sem acompanhamento há quase um ano”, disse a técnica em enfermagem Maria Ildenice Rodrigues.

A direção do Hospital Federal de Bonsucesso foi procurada, mas ainda não respondeu sobre a situação da paciente.


Fonte: G1

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