Fiocruz sinaliza tendência de aumento de casos de SRAG em crianças


 
 

A Fiocruz indicou, no boletim InfoGripe divulgado nesta sexta-feira (4), que há uma tendência de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças no Brasil.


Na faixa etária de 0 a 4 anos, a fundação aponta o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) como motivo do aumento; já nas crianças de 5 a 11 anos, os dados sugerem interrupção de queda nos resultados positivos para Covid-19.

(O VSR é uma das principais causas de infecções de vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, segundo o Hospital Infantil Sabará, em São Paulo).

A Fiocruz destacou, ainda, que os idosos (a partir dos 60 anos) voltaram a ser os grupos com maior incidência semanal de casos e óbitos por SRAG com confirmação de Covid-19. Esse retorno foi creditado ao avanço da avanço da cobertura vacinal na população adulta (até os 59 anos). A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode ser causada por vários vírus respiratórios, não somente o da Covid-19. Dos 81.713 casos de SRAG já notificados neste ano, 48.962 já tiveram resultado positivo confirmado para algum vírus respiratório. Entre os positivos, 87,6% foram para o coronavírus.

Já nas 4 últimas semanas epidemiológicas, 90,1% dos casos de SRAG confirmados para algum vírus foram causados pelo coronavírus. Aumento nas crianças O aumento de casos de SRAG nas crianças vai na contramão da tendência nacional, que era de queda em casos a longo prazo até a semana de 20 a 26 de fevereiro.

O único estado que, na semana analisada, mostrou uma tendência de aumento de casos de SRAG nas seis semanas anteriores foi o Acre. Entre as capitais, apenas Rio Branco teve essa tendência.

Já o Distrito Federal e o Rio de Janeiro foram os únicos a mostraram tendência de aumento de casos de SRAG nas 3 semanas anteriores ao período de 20 a 26 de fevereiro. Segundo a Fiocruz, o cenário foi motivado, principalmente, pelo aumento de casos em crianças. "No agregado nacional observa-se cenário de queda em todas as faixas etárias da população, exceto nas crianças de 0-4 a 5-11 anos que apresentam sinal de crescimento acentuado", diz o boletim da Fiocruz. À Agência Fiocruz, o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ressaltou que, como as crianças ainda não completaram o ciclo de vacinação contra a Covid-19, o risco para elas é relativamente mais alto, ainda que os casos na população em geral estejam diminuindo. "Em função disso, é importante que os responsáveis levem suas crianças para os postos de vacinação e estejam atentos à data para a segunda dose", reforçou Gomes. O pesquisador da Fiocruz destacou, ainda, a importância de toda a população manter cuidados básicos de proteção – como o uso de boas máscaras – principalmente em ambientes internos – e evitar locais com muita gente, para diminuir o risco de levar o vírus para os mais vulneráveis.

"Isso também vai ajudar a proteger de outros vírus respiratórios que são causa importante de internações em crianças pequenas, como é o caso do vírus sincicial respiratório. A vacinação da população adulta diminuiu radicalmente o risco de casos graves, mas a epidemia ainda está presente”, lembrou.

Entre os adolescentes de 12-17 anos, também foi observado um registro de casos de SRAG próximo ao pico, ocorrido em maio do ano passado. Um motivo possível, apontou a Fiocruz, é que essa faixa etária só começou a ser vacinada no final de 2021.


Fonte: G1

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