Fiocruz para, e produção de vacinas contra Covid no Brasil fica suspensa por falta de insumo


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) interrompeu nesta quinta-feira (20) a produção da vacina Oxford/AstraZeneca por falta de insumos.


A previsão é que um carregamento de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) chegue neste sábado (22), e a produção recomece na terça-feira (25).

A AstraZeneca e a CoronaVac são as duas únicas vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, produzidas no Brasil. A vacina da Pfizer é importada dos Estados Unidos.

Nesta sexta (21), a Fiocruz deve entregar mais 5,3 milhões de doses da vacina contra a Covid ao Ministério da Saúde. Com estra remessa a fundação vai bater a marca de 40 milhões de doses entregues.

Na sexta (14), o Instituto Butantan já havia suspendido completamente a produção da vacina CoronaVac por falta de matéria-prima.

O instituto aguarda a liberação pelo governo chinês de um lote com 10 mil litros de IFA, o equivalente a 18 milhões de doses, para retomar a produção. Produção Fiocruz Atualmente, a capacidade de produção da fundação atinge cerca de 1 milhão de doses por dia. Segundo comunicado da instituição, não há ainda previsão de que a interrupção temporária possa impactar entregas futuras.

"O cronograma de entregas permanece semanal, sempre às sextas-feiras, conforme pactuado com o Ministério da Saúde, seguindo a logística de distribuição definida pela pasta". Balanço de vacinados Após quatro meses de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, apenas 39% dos idosos acima de 60 anos foram vacinados com as duas doses no Brasil, considerando todas as vacinas.

Os dados foram tabulados pelo G1 a partir da base de vacinados do OpendataSUS, sistema do Ministério da Saúde em que estão registradas todas as doses aplicadas. Ao ampliar a análise para todo o grupo prioritário, que totaliza pouco mais de 78 milhões de pessoas segundo a última atualização do Plano Nacional de Vacinação, vê-se que 45% receberam a 1ª dose e somente 20% podem ser consideradas imunizadas, pois receberam também a 2ª dose.

Entende-se como grupo prioritário os profissionais de saúde, os idosos acima de 60 anos, as grávidas, os indígenas, entre outras categorias incluídas recentemente.

A vacinação eficiente é a principal arma para evitar uma terceira onda de casos e mortes causadas pelo coronavírus. A possibilidade de uma nova onda foi levantada pela Fiocruz, em um boletim extraordinário do Observatório da Covid-19 da fundação.

"A observada manutenção de um alto patamar, apesar da ligeira redução nos indicadores de criticidade da pandemia, exige que sejam mantidos todos os cuidados, pois uma terceira onda agora, com taxas ainda tão elevadas, pode representar uma crise sanitária ainda mais grave", afirma o documento.


Fonte: G1

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