Festa com lanchas em SC: polícia monitorou grupo por uma semana e interrompeu aglomeração



A Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina monitorou durante cerca de uma semana as redes sociais para conseguir interromper a festa clandestina com 23 embarcações no mar e show ao vivo em um deck flutuante em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, no sábado (17). Durante o flagrante, os policiais usaram um drone para identificar as pessoas que descumpriam as normas.


Segundo o tenente Carlos Eduardo Rosa, foi possível identificar que o evento contou com várias embarcações alugadas. Ao menos 100 pessoas estavam infringindo as regras do decreto vigente que busca frear o contágio da Covid-19.

A festa clandestina ocorria na Praia dos Magalhães, no bairro Costeira da Armação. Das 23 embarcações que participavam da festa, ao menos 15 estavam encostadas umas nas outras, o que é proibido pelo decreto.

O organizador do evento, que foi apontado como responsável por montar o deck, responderá por perturbação do sossego e desrespeito ao decreto estadual.

O termo circunstanciado, que é um procedimento administrativo e substitui o inquérito policial por conta do crime de menor potencial ofensivo, já foi enviado para o sistema judiciário. O responsável poderá pagar multa ou prestar serviços à comunidade. Lanchas alugadas De acordo com tenente, a suspeita é de que os festeiros se reuniram e dividiram o preço dos aluguéis de algumas embarcações. Outras, os donos dos veículos participavam do evento. Pelas redes sociais, a PM identificou alguns participantes. "Acredito que o organizador cobra alguma coisa das lanchas para poder fazer aquele show ali. Aí, se amadrinham, atracam uma lancha do lado da outra e fazem a festa. Geralmente são conhecidos", disse. A suspeita é de que o organizador seja da região do Litoral Norte. Já as embarcações partiram das marinas que ficam em Biguaçu e Florianópolis, além da que existe na cidade. O aluguel médio dos veículos encontrados na festa é de R$ 2,5 mil.

Três proprietários de veículos foram autuados e um barco foi apreendido por causa de irregularidades relacionadas à segurança aquaviária. A Capitania dos Portos, que é responsável pela área marítima, também participou da ocorrência e informou que utilização de decks é permitida, mas não está autorizada a aglomeração.

Procurada pelo G1, a prefeitura de Governador Celso Ramos lamentou o episódio e informou que fiscaliza o local em conjunto com a Polícia Militar. Acatmar pede que setor seja fiscalizador Após o evento, o diretor da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Maurício Ventura, pediu que o setor catarinense também seja fiscalizador para evitar outras ocorrências. (veja o vídeo acima) "São os empregos dos marinheiros, prestadores de serviço e de toda uma cadeia produtiva que está em jogo. A gente não pode deixar que situações como essa manchem todo um trabalho sério e comprometido", disse Ventura. Covid-19 Com 14,6 mil moradores, Governador Celso Ramos já registrou 2,2 mil moradores diagnosticados com a doença e 23 mortes. No estado, 855.902 pessoas foram infectadas com o novo coronavírus desde início da pandemia, sendo que 12.582 morreram.

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública é de 96,53%, sem vagas no Vale do Itajaí. Se forem levados em conta apenas os leitos de UTI adulto Covid, a ocupação no estado é de 98,37%, com 17 vagas.


Fonte: G1

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