Falso médico preso no Rio orientava pacientes sobre procedimentos estéticos 'menos agressivos'


Um vídeo feito por agentes da Delegacia do Consumidor mostra o falso médico Lucas da Silva Leite oferecendo procedimentos estéticos a pacientes.


Os agentes o prenderam nesta quinta-feira (13) em seu apartamento, na Rua do Riachuelo, Região Central do Rio — o local não possuía nenhuma autorização sanitária para funcionar como consultório ou clínica de estética.

No registro, é possível vê-lo, mesmo sem nenhuma habilitação, orientando os pacientes. "A toxina, a gente pode fazer. Eu te orientaria a fazer dessa forma, não fazer algo muito agressivo. Podia fazer bem mais natural, eu gosto de fazer bem. Pegar uma toxina bem forte, que eu gosto de trabalhar com risco. Ela tem uma durabilidade de até sete meses. É uma toxina que hoje no mercado está dominando legal e, assim, eu nunca tive problema nenhum com ela". Os agentes da Delegacia do Consumidor chegaram até o local depois de uma denúncia. Eles se passaram por clientes e prenderam Lucas após iniciarem uma consulta.

O falso médico fazia aplicações de laser, preenchimentos e procedimentos estéticos invasivos no corpo e no rosto dos clientes, como aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico. Segundo a polícia, os preços cobrados eram mais baixos do que os de mercado.

O resultado era sempre apresentado nas redes sociais, onde Lucas exibia os clientes. Medicação guardada junto com alimentos Lucas Leite foi preso em flagrante por exercício ilegal da profissão, por uso de medicamentos sem identificação de origem.

Além da medicação que só pode ser vendida com prescrição médica, os agentes apreenderam produtos, como enzimas, que eram aplicadas para queimar gordura. Também chamou atenção dos policiais o fato do falso médico guardar a medicação em uma geladeira junto com alimentos e bebidas.

Segundo a polícia, Lucas exercia a função de médico e de esteticista e se apresentava como biomédico, mas ele não tem, de acordo com as investigações, nenhuma formação. Não estava habilitado a fazer os procedimentos, e a clínica não tem registro sanitário, nem licença pra funcionar. “Essa ação serve de alerta aos consumidores ao buscar um tratamento estético para ver se esse local tem autorização sanitária. É verificar a habilitação do profissional que vai realizar o tratamento. A Polícia Civil orienta que as pessoas procurem um profissional qualificado, médico”, diz o delegado Ricardo Barbosa.

Fonte: G1

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