Experiência no além: O neurocirurgião que entrou em coma e passou a acreditar na vida após a morte



A história do médico neurocirurgião Eben Alexander III foi manchete dos jornais internacionais no ano de 2012, após o lançamento de seu livro ‘Proof of Heaven: A Neurosurgeon's Journey into the Afterlife’.


Na obra, o norte-americano trouxe à tona uma das maiores questões para a humanidade: existe vida após a morte? No livro, ele relata sua experiência de quase falecimento e conta como isso foi transformador em sua vida.

Doença repentina


Nascido em 11 de dezembro de 1953, em Charlotte, Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Alexander se considerava uma pessoa cética, por isso, nunca acreditou em vida após a morte. Formado em medicina, o homem foi professor em Harvard e se especializou no órgão conhecido popularmente por ‘controlar a razão’, o cérebro.

Casado, Eben seguia sua rotina normalmente até ser acometido com uma dor de cabeça muito mais forte que usual, em 10 de novembro de 2008. Rapidamente, o homem foi levado para o hospital e logo estava em coma.


Na ocasião, a família recebeu o diagnóstico do paciente: o médico havia contraído um tipo raro de meningite. Os responsáveis pelo cuidado do neurocirurgião alertaram seus parentes de que a possibilidade de sobrevivência era quase nula.


Nesse período, Alexander passou sete dias em coma profundo. Em uma reportagem publicada pelo G1, em março de 2013, o doutor revelou que foi durante essa semana que uma experiência inesperada modificou sua maneira de ver a vida.


Jornada paranormal


Segundo Eben, seu coma teria resultado em uma morte cerebral, por isso, o que ele teria visto na ocasião não seria um produto de seu cérebro, e sim, uma espécie de portal para uma vida que teoricamente existe quando essa acaba.


Em seu livro, o homem revela em detalhes o que teria acontecido com ele durante esse intervalo de tempo. De acordo com o médico, a primeira coisa que aconteceu foi a mudança de ambiente. Alexander relata que foi ‘levado’ para um local escuro e cheio de lama.


Na sequência, o neurocirurgião afirma que já sentia estar em outro lugar, um tipo de vale, muito bonito: repleto de árvores, flores e borboletas. O doutor conta que também teria visto um espírito que ele define como ‘lindo’.


Tratava-se de uma mulher que usava vestimentas simples e tinha asas, ela teria dito para o médico que ‘não havia nada para temer’. Em entrevista ao G1, o norte-americano afirma também ter visto Deus, de acordo com o homem, Ele estaria lá ‘o tempo todo’.


A volta


Sete dias depois, em um momento em que quase não havia mais esperanças de que sua situação seria revertida, Eben saiu do coma. Como resultado, o norte-americano tinha muitas histórias para contar.

Depois de vivenciar o que ele afirma ter visto, as crenças do médico mudaram. A experiência de quase morte passou a ser um de seus focos de estudo, o doutor afirma ter a necessidade de entender o motivo pelos quais ele — e também outros pacientes — relatam tais acontecimentos em um período tão sensível, como acontece no caso de um coma profundo.


“A morte é uma transição, não é o fim de tudo [...] Minha jornada serviu para me mostrar que a consciência nossa existe além do corpo, e ela é muito mais rica fora dele. Isso pode significar que a nossa alma, nosso espírito, seria eterno”, disse Alexander, em entrevista para a rede Globo.


Enquanto alguns especialistas acreditam que a experiência do neurocirurgião tenha sido real, o assunto ainda é muito discutido e está longe de ser unanimidade, já que a ciência não têm provas conclusivas sobre a quase morte.


Mesmo assim, independentemente do que tenha acontecido, ou não, para o médico essa história terminou bem, pois ele pôde voltar para casa com saúde depois de enfrentar uma doença difícil.


Fonte: Aventuras na História

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