Exercícios na gravidez: 5 práticas para evitar durante a gestação


Muitas pessoas ainda ficam surpresas quando se deparam com uma gestante praticando atividades físicas, por acreditarem que isso pode trazer prejuízos ao bebê. Mas é um mito! Quando praticados na forma e intensidade correta, os exercícios podem trazer muitos benefícios para a saúde da mãe.


“A gestante estando bem, o programa de exercícios pode ser mantido do começo até o final da gestação. Mas esse treino tem que estar voltado às necessidades dela, com as recomendações e limitações exigidos pela gestação", explica o preparador físico Felipe Silva, que atende pela Clínica Theia.


É justamente por isso que nem todos os exercícios são recomendados durante a gravidez. Sol Meneghini, nutricionista e profissional de educação física, orienta que atividades que possam provocar lesões na barriga, tenham risco de queda ou que forçam muito o abdômen e as costas da mulher devem ser evitados. Além disso, também não são aconselhados exercícios que necessitem de equilíbrio, que prendam a respiração ou que sejam feitos com a barriga para baixo. Vale lembrar, porém, que não há regra que valha para todas as mulheres. Cada uma deve seguir as orientações de seu médico, que levará em consideração, além das condições gerais de saúde, o histórico na prática de exercícios.


Confira quais são os cinco principais exercícios a serem evitados pelas gestantes, segundo a especialista Sol Meneghini:


1- Corrida


A corrida pode causar lesão nas articulações, que já ficam sobrecarregadas durante a gravidez. A temperatura corporal da mulher também pode subir muito, pelo esforço durante a corrida, o que pode ocasionar estresse fetal, restrição de crescimento intra-uterino e prematuridade.


2- Abdominais


Os exercícios abdominais podem exigir muito da musculatura do abdômen. Além disso, a pessoa precisa estar deitada de barriga para cima para fazer abdominais, posição que pode prejudicar a oxigenação para o bebê, em alguns casos.


3- Bicicleta


Andar de bicicleta pode causar queda, principalmente devido à mudança do centro da gravidade do corpo durante a gestação e ao peso da barriga. Uma queda durante a gravidez pode levar a complicações sérias, com a necessidade de atendimento médico imediato. Por isso, andar de bicicleta não é indicado neste momento.


4- Crossfit


O Crossfit é um esporte de alto impacto e alta intensidade, que pode causar lesão nas articulações e aumento da temperatura corporal da gestante. Esses fatores podem prejudicar o desenvolvimento do feto e levar ao baixo peso do bebê ao nascer.


5- Musculação pesada


A musculação pesada pode aumentar o risco de ferimentos e lesões, devido à alteração da postura e do equilíbrio corporal e mudanças hormonais da gravidez que deixam os ligamentos e as juntas mais frouxas para acomodar o bebê. Além disso, utilizar ou carregar peso em excesso aumenta a chance de aborto espontâneo ou parto prematuro.


Sol explica que a atividade física deve ser interrompida caso a mulher apresente dor de cabeça, fraqueza muscular ou sensação de tontura ou desmaio. Outras situações em que a prática do exercício deve ser interrompida são: sangramento vaginal, contração ou dor no útero, falta de ar após o esforço, palpitações cardíacas, dores no peito e dor ou inchaço na panturrilha. “Na presença de algum desses sinais e sintomas, é importante a mulher parar a atividade e procurar ajuda médica o mais rápido possível”, recomenda a profissional de educação física à CRESCER.


Mas, então, o que fazer?


Muito longe de desincentivar a prática de exercícios físicos na gravidez, é fundamental reforçar que é muito importante se manter ativa neste período. Por isso, a dica dos especialistas na hora de escolher qual a prática ideal para você é não iniciar durante a gravidez novas práticas de exercícios.


Algumas das atividades recomendadas durante a gestação são ioga, pilates, natação, caminhada, musculação leve e bicicleta ergométrica.


Fonte: Revista Crescer

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