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Excesso de refrigerante pode causar 45 condições de saúde diferentes



tomou refrigerante essa semana? Pense duas vezes antes de abrir outra latinha: as bebidas açucaradas podem estar associadas a problemas cardíacos, tumores, cáries e aumento do peso corporal. Para evitar complicações na saúde, especialistas pedem que as pessoas reduzam o consumo desse tipo de produto para apenas uma vez por semana.


Cientistas dos Estados Unidos e da China realizaram uma grande revisão de pesquisas, publicada no periódico BMJ nesta quinta (6/4), sobre açúcares adicionados em bebidas e descobriram que o consumo excessivo está ligado a 45 condições de saúde diferentes.


Segundo o levantamento, para cada produto do tipo consumido, há um risco 17% maior de doenças cardíacas (ataques cardíacos e derrames) e 4% maior de morte geral e gota, condição caracterizada pela elevação de ácido úrico no sangue. Entram no grupo de bebidas os sucos de caixinha, chás industrializados e energéticos.


A revisão usou 601 artigos que cobrem 83 resultados de saúde em adultos e crianças. Ela aponta que mais de uma lata de refrigerante durante a semana pode expor uma pessoa a, pelo menos, 18 problemas endócrinos ou metabólicos, o que inclui diabetes e obesidade.


Os cientistas afirmam ainda que o consumo exagerado de bebidas adocicadas está ligada a 10 problemas cardiovasculares, como pressão alta, ataque cardíaco e derrame, bem como a sete tipos de câncer, como o de mama, próstata e pâncreas.


Quantidade segura


O excesso de açúcar também pode estar relacionado à asma, cárie dentária e depressão. Mesmo a frutose, o açúcar natural das frutas, foi associada a um aumento de 22% no risco de câncer pancreático, para cada 25 g consumidos por dia.


Os autores reconhecem que a maioria das evidências é observacional e afirmam que mais pesquisas são necessárias sobre a relação entre açúcares adicionados e os problemas de saúde.


Ainda assim, eles recomendam limitar o consumo de bebidas adoçadas com açúcar a menos de uma porção de 200-355 ml por semana, o que equivale a uma lata padrão. O ideal, segundo os cientistas, é manter o açúcar abaixo de 25 g por dia, aproximadamente seis colheres de chá.

“Para mudar os padrões de consumo de açúcar, especialmente para crianças e adolescentes, é urgentemente necessária uma combinação de educação e políticas de saúde pública generalizadas em todo o mundo”, afirmam os especialistas.


Fonte: Metrópoles

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