Exames pós-Covid-19: como prevenir sequelas graves da doença


 
 

Realizar exames pós-Covid-19 tornou-se uma verdadeira prática de segurança. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), uma a cada 10 pessoas infectadas pelo coronavírus pode apresentar sequelas após três meses. Já um estudo da Universidade de Leicester, no Reino Unido, indicou que – entre os pacientes que precisaram de hospitalização – aproximadamente 70% apresentaram alguma sequela cinco meses após a alta.


E as sequelas são inúmeras, podem provocar problemas vasculares, cardíacos, pulmonares, neurológicos e mais. Tudo porque o coronavírus tem a capacidade de gerar uma infecção generalizada no organismo, atingindo vários órgãos do corpo. Mesmo após o paciente se curar da Covid-19, ele pode permanecer com alguma região acometida pela doença e desenvolver problemas graves após um certo período. Por isso, a realização de exames pós-Covid-19 é fundamental.


“Além de redobrar os cuidados já recomendados, como uso de máscaras, lavar as mãos com frequência, manter o distanciamento social e o esquema vacinal completo, é fundamental também fazer uma série de checkups após a contaminação”, explica o médico radiologista, Dr. Egídio Cuzzioll.


Segundo o especialista, o principal exame pós-Covid-19 é a tomografia do tórax, que permite analisar a gravidade das lesões caudas pelo vírus. “A partir deste exame conseguimos classificar o nível de comprometimento e contribuir, assim, para que a equipe médica realize um tratamento mais adequado, de forma individualizada e assertiva do paciente”, diz.


Mas, além disso, ele também ressalta que o próprio paciente deve analisar, cuidadosamente, a sua retomada após a infecção. Qualquer sintoma estranho pode indicar a necessidade de realizar exames pós-Covid-19 mais específicos.


“Se houver persistência de sintomas respiratórios, por exemplo, os exames podem ajudar na identificação das sequelas e após a avaliação de especialista iniciar uma nova jornada de cuidados. As descobertas laboratoriais contribuem significativamente na prevenção de muitas complicações”, finaliza o Dr. Cuzzioll.


Fonte: Saúde em Dia

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