Ex-secretário de Saúde do DF é alvo de operação que investiga superfaturamento em UTIs no Iges


Promotores do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (18/8), uma operação para apurar possível superfaturamento milionário em contratação emergencial, entre março e outubro do ano passado, de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). A ação tem apoio da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).


No total, são cumpridos 67 mandados de busca e apreensão no DF, nos hospitais de Base e de Santa Maria, e em cinco estados: Amazonas, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. O ex-secretário de Saúde, Francisco Araújo (foto principal), é um dos alvos.


Francisco Araújo e outros auxiliares chegaram a ser presos pela Operação Falso Negativo enquanto ainda comandavam a pasta por possível superfaturamento de testes de Covid-19. O caso tramita sob sigilo no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.


Manaus


O ex-secretário está em Manaus. Ele teria saído da capital ao ser procurado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 . Testemunhas relataram à Polícia Legislativa que ele teria “saído com malas” após a tentativa da intimação.

“Eu nunca despistei ninguém da CPI, nem sequer sabia que poderia ser intimado pessoalmente para depor. Tive autorização judicial para viajar e ficar com meus dois filhos, em Manaus. Emiti a passagem no dia 3 de agosto, para embarcar na noite de quinta (12/8), quando passei o dia fora de casa e voltei apenas para buscar minhas bagagens para ver meus gêmeos. Uma viagem dessas não se decide de uma hora para outra”, afirmou.

Segundo Araújo, o deslocamento foi deferido pela 12ª Seção Judiciária do Distrito Federal, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e poderia ser marcado dentro do prazo de 12 de agosto a 22 de agosto, que é a data prevista para o retorno à Brasília. O alvo da operação desta quarta-feira também afirmou que foi informado da convocação por um e-mail com data posterior à da decisão judicial vigente.


Fonte: Metrópoles

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