EUA exigirão que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid ou se submetam a testes


O governo dos Estados Unidos passará a exigir que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid-19 ou que apresentem testes semanais negativos para a doença, segundo um comunicado da Casa Branca divulgado nesta quinta-feira (29).


A medida foi anunciada pelo presidente Joe Biden em um pronunciamento oficial e é uma resposta à situação da pandemia no país, que vem se agravando entre os não-vacinados por conta da alta transmissão da variante delta, já dominante no país. "As vacinas são a melhor proteção para casos graves da Covid-19", disse Biden. "Todos os casos de hospitalizações e mortes que temos hoje são de pessoas não vacinadas". O governo americano emprega cerca de 2 milhões de servidores públicos, que estarão sujeitos a esta nova normativa. O comunicado diz ainda que espera que esta iniciativa federal possa servir de modelo também para o setor privado. A Casa Branca, entretanto, somente forçará aqueles funcionários que trabalham diretamente com pacientes em hospitais do departamento de Assuntos de Veteranos a serem vacinados.

Os outros funcionários do governo que optarem por não fazer a vacinação não serão demitidos, mas terão de ser testados frequentemente – possivelmente semanalmente – e somente poderão participar de viagens de trabalho essenciais. Vacinação para militares A Casa Branca também defende que o Departamento de Defesa comece a avaliar o acréscimo das vacinas contra a Covid-19 entre os imunizantes exigidos para o serviço militar.

O exército americano mantém uma lista de vacinas obrigatórias, atualizada constantemente, para membros das forças armadas que atuam dentro e fora do país. "Isso é particularmente importante porque nossas tropas servem em todo o mundo, muitos dos lugares onde as taxas de vacinação são baixas e as doenças predominam", diz a nota. O presidente americano também afirmou esperar que as autoridades de saúde dos EUA tomem uma decisão nos próximos meses sobre a aprovação definitiva das vacinas – que atualmente receberam o aval de emergência. "Minha expectativa é que eles cheguem a essa conclusão no início do outono [a partir de setembro no hemisfério norte]", disse Biden a repórteres após seu pronunciamento na Casa Branca. Incentivos financeiros O governo Biden também fez um pedido para que estados e municípios paguem US$ 100 (cerca de R$ 500) para quem for se vacinar contra a Covid-19. "Eu sei que dar US$100 para aqueles que ainda não se vacinaram pode não parecer justo para aqueles que se vacinaram, mas se isso fizer com que a gente controle a pandemia, vamos fazer", disse o presidente. A medida deve aumentar os índices de vacinação em estados que ainda não alcançaram uma taxa mínima de proteção comunitária – e já foi aprovada pela prefeitura da cidade de Nova York, que começará a recompensar os novos vacinados a partir desta sexta (30).

Além disso, a administração democrata disse que irá reforçar o pedido a empresas privadas para que trabalhadores possam receber folga nos dias em que forem vacinar. O governo federal irá reembolsar empresas por esta medida. Uso de máscaras O presidente americano fez um pedido aos americanos que sigam as orientações mais recentes sobre o uso de máscaras feitas pelas autoridades de saúde pública dos EUA. "Precisamos usar uma máscara para proteger uns aos outros e impedir a rápida disseminação desse vírus enquanto trabalhamos para vacinar mais pessoas", disse Biden. Na terça, o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), voltou atrás e recomendou que pessoas que receberam vacina contra o coronavírus voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados, de acordo com a circunstância.

Uma recomendação especial foi feita para que, mesmo entre os vacinados, seja mantido o uso de máscaras em escolas por professores, funcionários, alunos e visitantes de escolas. Fonte: G1

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