EUA autorizam envio de remédio para abortar pelo correio


O governo dos Estados Unidos acabou com algumas restrições que existiam para o uso de pílulas usadas para acabar com gravidez em estágios iniciais –o remédio poderá ser enviado por correio (até agora, essa droga só podia ser entregue pessoalmente).


A decisão foi tomada pela Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês). Na Justiça, há previsão de uma discussão sobre as regras que permitem o aborto nos EUA. A medicação é conhecida pelo nome de mifepristone. O remédio deve ser usado para gravidez de até 10 semanas e, eventualmente, para tratamento de mulheres que sofreram abortamento espontâneo. Ainda é preciso receber o remédio de uma farmácia certificada e é preciso ter a prescrição. O tratamento implica a ingestão de duas pílulas, tomadas em ordem. O primeiro bloqueia a progesterona, o hormônio que sustenta a gravidez. O segundo induz contrações no útero da paciente.

A droga foi aprovada pelo FDA em 2000, mas desde então a pílula não podia ser enviada pelo correio. Isso mudou por causa da pandemia de Covid-19. Houve uma decisão inicial para, temporariamente, permitir que o medicamento fosse enviado pelo correio. Agora, a regra passa a ser permanente. Mulheres em regiões remotas e rurais Assim, as pacientes não precisarão ir às clínicas ou hospitais para obter a pílula. A decisão deve aumentar o acesso a medicamento abortivo para mulheres, especialmente em áreas remotas e rurais.

As mulheres de baixa renda que enfrentam mais dificuldades para ir a clínicas também são beneficiadas.

No entanto, em 19 estados (o Texas, um dos maiores do país, entre eles) têm leis que impedem que se envie esse tipo de medicamento por correio. Nesses estados também são proibidas as teleconsultas. As mulheres nesses locais não poderão receber o medicamento em casa. Campanha contra a mudança Entidades contrárias ao aborto argumentam que enviar o medicamento para as casas das pacientes pode ser arriscado.

Dados do FDA mostram que 3,7 milhões de mulheres tomaram o remédio entre setembro de 2000 e dezembro de 2018. Dessas 3,7 milhões, 24 morreram por complicações. Discussão na Justiça Há uma discussão na Suprema Corte sobre aborto nos EUA. A corte é dominada por ministros conservadores. Pode ser que eles tenham maioria para mudar as regras vigentes nos EUA desde 1973, que permitem o aborto no país.


Fonte: G1

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