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Estudo: dopamina é relacionada ao abuso de drogas por homens violentos



Um estudo feito em Portugal, por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), encontrou uma relação entre alterações no metabolismo da dopamina – conhecida como um dos hormônios da felicidade e do prazer – a nível cerebral e a gravidade da dependência de substâncias químicas em homens violentos.


Os resultados inéditos foram publicados na revista BMC Psychiatry em junho deste ano. Em um comunicado publicado pela FMUP na segunda-feira (31/10), os pesquisadores afirmam que a descoberta abre “novas perspectivas” para a intervenção farmacológica em pessoas com dependência de drogas através da interferência no metabolismo da dopamina catalisado pela enzima catecol-O-metiltransferase (COMT).


“Demonstramos, pela primeira vez, que a atividade da enzima COMT está relacionada com a gravidade da dependência de substâncias, bem como com a falta de autocontrole”, explicaram os pesquisadores liderados pelas professoras Margarida Figueiredo Braga e Maria Augusta Vieira-Coelho.

A pesquisa foi realizada com 46 homens, com idade média de 36 anos, presos em Portugal. Todos haviam sido acusados por crimes de violência como homicídio, tentativa de homicídio ou agressões físicas.


Eles passaram por uma série de testes psicológicos e exames de sangue ao longo do estudo. Aproximadamente seis em cada dez homens envolvidos no estudo (59%) faziam uso abusivo de drogas.


Os pesquisadores concluíram que “nos indivíduos com problemas de abuso de substâncias, a atividade da enzima COMT (responsável pelos níveis de dopamina) está relacionada com a capacidade de autocontrole”.


Os dados estão alinhados com pesquisas anteriores que correlacionam os níveis da enzima com os de impulsividade e que associam o uso de inibidores da COMT à redução deste tipo de comportamento. Já a associação entre a atividade da enzima COMT e a gravidade da dependência química é nova.


“Ela vem para reforçar o conhecimento sobre o papel das vias da dopamina nesta doença. De fato, estão descritos diferentes mecanismos cerebrais relacionados com a ‘cascata de recompensa’ na qual a dopamina desempenha um papel central”, diz o comunicado.

Fonte: Metrópoles

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