Equipe de saúde se equilibra em tronco sobre riacho para levar vacina da Covid a comunidade isolada



A vacinação contra a Covid-19 em locais isolados da Amazônia exige dos profissionais deslocamento por rios, estradas e até tronco de árvore. No Amapá uma equipe de saúde teve o equilíbrio testado numa travessia sobre um pequeno riacho, como mostra o vídeo abaixo.



A cena tensa, que revelou risco ao qual profissionais são submetidos, foi filmada no domingo (4) no único acesso à comunidade Massaranduba, na zona rural do município de Santana. As imagens mostram uma enfermeira, uma técnica em enfermagem e dois moradores da comunidade passando pelo caminho com ajuda de uma corda.

Quem aparece primeiro no vídeo é Marquele Balieiro, de 36 anos, a enfermeira-chefe da equipe. Para levar o imunizante até o público-alvo de localidades ribeirinhas e quilombolas, ela contou que até mesmo o medo de altura foi enfrentado. "Naquele momento eu tive que pensar entre o coração e a razão, porque a gente está levando um pouquinho de esperança para cada pessoa lá. Como tenho medo de altura, tive que superar esse medo. Quase eu caio, mas parei, respirei fundo e a gente passou tranquilo", relata a enfermeira. A vacinação no Amapá chegou a 6,4% da população que tomou 1ª dose e 2,07% que tomou a 2ª dose. Os dados são até a segunda-feira (5) e apontam ainda que o estado tem 1.334 mortes e 99.237 infectados, dos quais 73,46% são considerados curados. São 301 pacientes internados pela doença, sendo 141 em UTI e 160 em leito clínico. Distância entre alvos da vacina e dificuldade de comunicação A profissional do Estratégia Saúde da Família (ESF) explicou que o trajeto foi feito para a vacinação de um idoso de 63 anos com obesidade, que não tinha condições de se locomover até onde a equipe estava.

Essa foi uma das missões realizadas pela enfermeira, que já passou por 13 localidades desde o início da imunização na Zona Rural de Santana. Entre os desafios, estão as grandes distâncias entre cada família e a dificuldade de comunicação.

"A dificuldade maior é chegar até cada localidade. São muitas famílias e elas são distantes uma da outra. E o acesso de comunicação entre eles é díficil porque lá não tem internet, celular. A gente está todo final de semana. É um desafio, mas é muito gratificante", comenta.

Trabalhando há três anos na zona rural, Marquele sabe que o esforço dos profissionais da saúde será reconhecido pelos moradores das comunidades.

"Vai ficar uma gratidão, porque como estou nessa área há três anos, todos já me conhecem lá, e eu sei que eles estão muito agradecidos. É uma satisfação levar as vacinas e salvar vidas", finalizou.


Fonte: G1

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