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Entenda como atividade física ajuda a prevenir demências, cânceres e inflamações


 
 

Mais que auxiliar no emagrecimento e no condicionamento físico, patricar exercícios físicos comprovadamente ajuda na prevenção, no controle e no tratamento de diferenças enfermidades, como doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes, fragilidade óssea, inflamações, doenças psiquiátricas e demências.


A melhoria do sistema imunológico se dá pelo poder de pelo menos 650 substâncias produzidas pelos músculos, estimulados pelas atividades físicas. O conjunto dessas substâncias é chamado de secretoma muscular.


Pesquisas recentes estão revelando o impacto do secretoma muscular na saúde e na doença. Um artigo publicado na revista científica Frontiers in Physiology prevê que a função de apenas 5% delas é conhecida.


Exercícios físicos ajudam a reverter perda de memória


Gustavo Genelhu, geriatra, relembra um estudo liderado por brasileiros, publicado em 2019, na revista “Nature Medicine”, no qual apontaram que a irisina, liberada pelos músculos, ajuda a reverter a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. Pacientes afetados pela doença apresentam um baixo nível dessa substância no cérebro.

“Nesse estudo, os cientistas conseguiram isolar a substância irisina em ratos submetidos a atividades físicas regulares. Os ratos foram acompanhados por um período, e os que tinham essa substância elevada no sangue desenvolveram muito menos lesões cerebrais compatíveis com a demência. Foi possível identificar que a atividade de física é um fator que previne, de forma direta, a doença de Alzheimer”, comenta.

A doença de Alzheimer é neurodegenerativa e não tem cura. Ela é causada pela morte progressiva de células cerebrais, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem.

“Nós já enxergávamos os benefícios das atividades físicas, mas não sabíamos ainda qual era o mecanismo. Isso é muito importante, inclusive porque não temos ainda nenhum meio eficaz de prevenção e nenhum tratamento modificador da doença”, explica o médico.

Não há idade para começar a praticar exercícios


Genelhu ressalta os benefícios de um estilo de vida ativo na prevenção de doenças de forma geral, e lembra que não há idade para começar a se exercitar.

“Muito já se sabe das vantagens da atividade física na prevenção de doenças cardiovasculares, na prevenção da obesidade, que é um estado pró-inflamatório que predispõe ao risco de outras doenças, inclusive oncológicas. Tanto de forma direta, quanto de forma indireta, a atividade física regular traz benefícios também para doenças que tem em sua fisiopatologia um mecanismo inflamatório, como o câncer”, destaca o médico.

“Inclusive para pessoas acima de 60 anos, criar o hábito de praticar atividades físicas moderadas ou intensas resulta numa melhora significativa na saúde geral e no bem-estar”.


Entenda por que a falta de atividade física afeta a saúde mental


Ainda que exercícios físicos resultem em tantos benefícios, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 47% da população brasileira é sedentária.

O Brasil é considerado o país mais sedentário da América Latina e ocupa a 5ª posição no ranking mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).


A psicóloga Camila Carvalho, chama atenção também para o impacto positivo dos exercícios da manutenção da bem-estar psíquico. “A prática de atividade física libera o que chamamos de ‘hormônio do prazer’, contribuindo a longo prazo para a saúde mental das pessoas", disse.

Segundo a especialista, o indivíduo fica mais bem disposto, mais relaxado, começa a mudar a forma como se vê, percebe o aumento da autoestima.

"Em acompanhamento psicológico, quando a pessoa começa a praticar atividade física, observamos mudanças no comportamento, com diminuição dos sintomas ansiosos e/ou depressivos. Os exercícios ajudam também no aumento da socialização, expandindo os vínculos sociais e afetivos”, concluiu.

Fonte: Folha Vitória

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