Em tempos de covid-19, alergias exigem ainda mais atenção


Nesta sexta-feira, dia 07 de maio, é instituído o Dia Nacional de Prevenção da Alergia. Com a baixa umidade do ar no outono e a aproximação do inverno, ocorre o aumento de alergias respiratórias.


“Esta época do ano é muito sofrível para quem sofre com as alergias, principalmente os idosos, crianças e portadores de doenças crônicas”, afirma a pneumologista Jessica Polese.


Com as variações climáticas e o ar mais seco e o acúmulo de poeira, a atenção deve ser redobrada, principalmente com as Síndromes Respiratórias de Doenças Agudas (SRAG), como pneumonia, asma, rinite alérgica que podem se agravar. “É muito importante se hidratar, e manter os ambientes arejados”, explica a médica.


Alergia ou Covid-19?


De acordo com Jessica Polese, é importante estar atento aos sintomas. “Já sabemos que o vírus pelos sintomas de gripe, além de febre, tosse seca, coriza, perda do paladar. O mais correto é procurar um médico para avaliação e não ficar com suspeitas”, pontua.

“Por isso temos pedido tanto, para todos seguirem os protocolos de segurança e evitar as aglomerações, pois esta época do ano é um pouco pior”. Alerta.

Outra dica da pneumologista é que com o tempo mais frio chegando, as pessoas deixam para tirar as roupas do armário na véspera de uso, e isto é um erro. “O ideal é se antecipar e lavar as roupas e colocá-las para tomar um sol quando houver”, explica.


Alergia Alimentar


Já a alergia alimentar acontece quando nosso sistema imunológico reage a alguma substância, alimento, etc. A causa dessa alergia está relacionada à produção de um tipo de substância pelo organismo, chamado de anticorpos imunoglobulina E (IgE) que provoca alergias a um alimento específico.

“Dependendo do que a pessoa ingere, a alergia alimentar pode causar inchaço nos lábios, na língua, face ou garganta, além de diarreia, vômito, dor de estômago, náuseas e até anafilaxia, que é a forma mais grave”, afirma a endocrinologista Gisele Lorenzoni.

As alergias alimentares mais comuns são ao leite, ovos, glúten, frutos do mar, soja, etc e ocorrem mais em crianças e bebês. “Porém temos percebido um aumento de alergias em pessoas adultas. Antigamente, quando o sistema digestivo da criança amadurecia com a idade adulta, as alergias tornavam-se menos propensas, porém hoje existe um índice maior de adultos com algum sintoma alérgico”, destaca Gisele.


E como sabemos se somos alérgicos a algum alimento? “O histórico pode ser familiar ou se você já tem alergias, como asma, pode ter alergia alimentar, e ainda por conta da idade'', explica a endocrinologista.

“Quando sentir sintomas de alergia, procure um médico e caso chegue a uma situação emergencial, corra para o Pronto Socorro”, destaca.

Fonte: Agência Brasil

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