Em greve, servidores estaduais da Saúde fazem protesto em BH

Servidores estaduais da área da Saúde fizeram protesto, na manhã desta terça-feira (12), em frente à Maternidade Odete Valadares, no bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte. Eles estão em greve desde a semana passada e decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado.

De acordo com a diretora executiva do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde Minas Gerais (Sind-Saúde-MG), Neuza Freitas, as reivindicações da categoria são a negociação imediata dos reajustes salariais nos mesmos moldes dos servidores da segurança pública; fim da discussão da questão das organizações sociais dentro dos hospitais da Fundação Hospitalar do Estado de Minas (Fhemig), além da extensão gratificação especial para todos os trabalhadores da Secretaria de Estado da Saúde.

“O governo está com uma proposta e apresentar um reajuste salarial de 28,82% para a segurança. Então, os trabalhadores da saúde querem ser tratados de uma forma isonômica”, disse.

Desde quinta-feira (7), servidores da Saúde estão em greve geral. Durante todo o fim de semana, unidades de saúde que aderiram à greve mantiveram a escala de 30%, prevista em lei.

Os trabalhadores tiveram uma nova assembleia nesta segunda-feira (11) e decidiram pela continuidade da paralisação porque entenderam que o governo ainda não apresentou uma proposta satisfatória.

Entre as unidades que aderiram a greve, estão a Maternidade Odete Valadares, Hospital Julia Kubitschek, Colônia Santa Izabel, Hospital João Paulo II e Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

Além disso, aderiram trabalhadores da Fhemig, Fndação Ezequiel Dias (Funed), Unimontes, Hemominas, Escola de Saúde Pública e Secretaria de Estado de Saúde.

Proposta do governo

O governo informou que representantes de servidores da saúde foram recebidos em reunião na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), na última quinta-feira (7). O secretário Otto Levy se comprometeu a realizar o pagamento do 13° de todos os servidores estaduais integralmente e na mesma data, ainda este ano, caso o projeto de lei sobre a Companhia de Desemprego de Minas Gerais (Codemig) que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), seja aprovado nos moldes em que foi enviado pelo governo. Houve também o compromisso de seguir o diálogo em relação aos demais itens da pauta da categoria.

“O governo fez o diálogo, mas a proposta concreta não foi feita. Eles disse ao sindicato e à sua representação que elaboraria um documento e encaminharia para o sindicato. Realmente, ele elaborou esse documento e encaminhou para o sindicato, mas não tem absolutamente nada de concreto como proposta”, afirmou a diretora executiva do Sind-Saúde-MG.

Entre as unidades paradas estão a Maternidade Odete Valadares, Hospital Julia Kubitschek, Colônia Santa Izabel, Hospital João Paulo II e João XXIII. — Foto: Raquel Freitas/G1

Fonte: G1

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