Dor de cabeça: cinco sintomas que indicam a hora de procurar um médico


 
 

Das dores capazes de tirar o nosso sossego, as de cabeça estão entre as mais comuns. Além da frequência em que elas aparecem, outros sintomas e situações também devem ser avaliados, pois podem indicar a presença de enfermidades graves.


Segundo o médico Mohan Sekeram, de Londres, existe uma série de razões pelas quais você pode ter uma dor de cabeça. As pessoas que sofrem de distúrbios de sono ou têm problemas de saúde mental e física pré-existentes, por exemplo, costumam sofrer da condição com maior frequência.


O Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido, afirma que as dores de cabeça podem durar entre 30 minutos e várias horas. Segundo o órgão, a maioria desaparece por conta própria e não são sinal de algo mais sério.


Sekeram revela os cinco principais sintomas que podem significar que você precisa procurar atendimento médico:


  1. Dor de cabeça associada à visão turva ou dupla

  2. Dor de cabeça com vômitos persistentes

  3. Dor de cabeça que te acorda à noite

  4. Rigidez do pescoço e alta temperatura

  5. Dor de cabeça todos os dias


Como aliviar dores de cabeça


Algumas dicas para ajudar a aliviar a dor de cabeça sem que seja necessário tomar remédios, de acordo com o portal Tua Saúde são:


1. Colocar compressas frias ou mornas


Dependendo da causa da dor de cabeça, o uso de compressas frias ou quentes pode ser indicado para aliviar a dor. A compressa deve ser aplicada no local da cabeça em que se sente a dor, na nuca ou na testa, por exemplo, por cerca de 10 a 20 minutos. Esse método é indicado quando a dor de cabeça é típica da enxaqueca, ou seja, constante e acompanhada por outros sintomas.

2. Tomar café


Uma xícara de café forte sem açúcar também ajuda a combater naturalmente a dor de cabeça, sendo útil até mesmo em caso de ressaca. No entanto, é importante saber qual a tolerância da pessoa para a cafeína, pois em alguns casos tomar café pode aumentar a dor de cabeça, nos casos de pessoas que já tem enxaqueca, ou não ter efeito nenhum.


É importante também beber bastante líquido ao longo do dia, porque a dor de cabeça também pode ser um sinal de desidratação.


3. Massagem na cabeça


A massagem na cabeça é ótima para aliviar a dor, pois mobiliza a corrente sanguínea, diminuindo a dor e ajudando a relaxar. A massagem deve ser realizada com as pontas dos dedos, massageando a testa, nuca e parte lateral da cabeça.


4. Ter uma boa noite de sono


Ter uma boa noite de sono pode ajudar a aliviar a dor de cabeça. Para isso, é importante respeitar a hora de dormir, evitar ficar no telefone ou assistir televisão no momento do descanso e criar um ambiente escuro para ter um sono de qualidade.


Quando ir ao médico


É recomendado ir ao médico caso a dor de cabeça não melhore ou seja mais intensa após seguir as dicas mencionadas, se durar mais de 3 dias ou se a pessoa apresentar outros sintomas como coriza, dor de garganta, mal-estar geral, náuseas ou vômitos, por exemplo.


Nestes casos, o médico pode solicitar exames para tentar identificar a causa da dor e orientar o tratamento adequado, que pode ser feito com remédios analgésicos, anti-inflamatórios ou antibióticos, se necessário.


Dor de cabeça ou enxaqueca


O neurologista Sekeram alega que alguns dos sintomas de dor de cabeça podem indicar uma enxaqueca. Para ele, existem várias razões para a condição e muitas pessoas não sabem que a possuem. O Global Burden of Disease Study lista a enxaqueca como uma das oito condições médicas crônicas que afetam mais de 10% da população mundial.


Um estudo anterior descobriu que existem 38 regiões no DNA humano que estão conectadas às enxaquecas, o que significa que essas áreas podem revelar como cada indivíduo está predisposto a enxaquecas. Embora este seja um fator, também existem outros gatilhos identificáveis.

“Os gatilhos comuns para a enxaqueca incluem sono ruim, uso excessivo de cafeína, falta de refeições e uso de adoçantes artificiais”, declara o especialista Richard Day ao jornal The Sun.

Ele também afirma que outros fatores de risco para enxaqueca incluem obesidade, estresse, consumo de álcool, alterações hormonais e uso excessivo de analgésicos.

“Indivíduos com suscetibilidade genética à enxaqueca podem continuar a apresentar sintomas se continuarem expostos a fatores ambientais”, conclui.

Fonte: Metrópoles

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