Dia mundial de combate à asma: médico especialista fala sobre fatores de risco e tratamento

No ano de 2020, o dia 5 de maio, é o dia mundial de combate a asma

Por: Dr. Jô Ócer Castro Sousa

A Global Initiative for Asthma (GINA)” organiza o Dia Mundial da Asma, que acontece na primeira terça-feira do mês de maio, desde 1998. Tem como objetivo melhorar a prevenção da doença e o nível de conscientização da população.

Segundo a SBPT- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, A asma é uma das doenças crônicas mais comuns que afeta tanto crianças quanto adultos, sendo um problema mundial de saúde e acometendo cerca de 300 milhões de pessoas. Estima-se que no Brasil existem aproximadamente 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho.

Trata-se de uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, especialmente brônquios e bronquíolos pulmonares, geralmente desencadeado por fatores ambientais ou infecciosos em pessoas susceptíveis.

Dentre os principais fatores desencadeantes podemos elencar as infecções respiratórias bacterianas ou virais, frio, inalação de ácaros, fungos, pólen, pêlos de alguns animais de estimação, fezes de barata, fumaça de cigarro e poluição ambiental.

Dentre os principais sintomas relatados, destacamos a dispneia aos esforços (sensação de falta de ar), mais na fase expiratória da respiração, levando a uma sensação de sufocação, chiado no peito, tosse seca ou as vezes com expectoração clara. Tais sintomas podem ou não vir acompanhados de sintomas nasais como rinite prurido nasal, espirros, lacrimejamento e sensação de coceira ocular.

Lembramos que os sintomas acima relatados também podem se manifestar em outras doenças, algumas delas sem relação com asma. É importante conversar com seu médico caso apresente sintomas respiratórios para o correto diagnóstico.

O objetivo do tratamento das pessoas asmáticas é deixa-las assintomáticas para que possam ter uma vida normalmente, sem prejuízo a suas atividades diárias. Isso pode ser feito com uso de uma ou mais medicações inalatórias, algumas delas distribuídas gratuitamente nos serviços públicos de saúde do Brasil- SUS. Somente seu médico saberá indicar a mais adequada para seu tratamento.

Em alguns casos, os episódios de asma podem ser graves, necessitando de atendimento hospitalar de urgência e risco de vida. Assim, importante procurar sempre ajuda médica em caso de sintomas respiratórios.

As doenças respiratórias crônicas, em geral, são fatores de risco de complicações de infecções respiratórias bacterianas ou virais, dentre elas o Coronavirus, causador do Covid-19. Importante lembras às pessoas em tratamento de asma, não abandonar o uso das medicações prescritas para seu tratamento, mesmo que não apresente sintomas de asma, sem a orientação de seu médico assistente.

O Dr. Jô Ócer Castro Sousa é Médico Pneumologista atuante no Centro Clínico Salutá – DF.

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