DF: Plano de saúde ASSEFAZ cancela contrato de 15 anos e sindicato dos médicos entra na justiça



O plano de saúde Assefaz cancelou o convênio com entidades do Distrito Federal, incluindo o Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico-DF) e alguns prestadores . O referido contrato, cuja cobertura vigorava há mais de 15 anos, parou de atender os filiados em todas as modalidades médicas.


Segundo a operadora, o contrato venceu no início do mês de Junho, e portanto a cobertura deixou de ter vigor. O cancelamento então seria apenas a aplicação de um "REDIMENSIONAMENTO" de cobertura. Os filiados, no entanto, discordam, e dizem que se trata apenas de uma questão de "REDIRECIONAMENTO" para novos prestadores na gestão da atual direção. O Sindicato dos Médicos do Distrito federal, por sua vez, afirma que a Assefaz encerrou unilateralmente o contrato.



Médico com covid-19 ficou sem cobertura



Em vídeo divulgado pela Rede Globo, um médico do DF afirma que buscou atendimento e não conseguiu. Veja o vídeo:



Segundo o processo movido pelo Sindicato dos Médicos do DF, 711 filiados foram afetados e ficaram sem cobertura. Deste total, 209 são idosos e outra grande parte são crianças e pessoas com doenças crõnicas, também inclusas no grupo de risco para covid-19.


Juíza obriga plano a manter atendimento


Na quarta-feira, 6 de maio, a Juíza Kátia Balbina de Carvalho Ferreira, da 3ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, determinou a manutenção do contrato, com as exatas condições atuais, até o julgamento final da questão.


“Assim sendo, o contrato que havia sido prorrogado até o fim deste mês, fica mantido por tempo indeterminado até o julgamento final da ação, o que dá uma certa tranquilidade aos médicos, com seus dependentes e agregados”, explica o presidente do SindMédico, Gutemberg Fialho.



Sindicato acusa Assefaz de descumprir ordem judicial


Em vídeo veiculado pela Rede Globo, o presidente do Sindicato dos Médicos do DF, Gutemberg Fialho, afirma que a decisão da Assefaz é mercantilista e não leva em conta o dano à saúde dos filiados. Veja o vídeo:




#Euescolhomeumédico


O Portal Saúde Agora entrou em contato com o coordenadores de dois centros clínicos prestadores do Distrito Federal , para apurar o impacto do cancelamento da Assefaz para o tratamento e a saúde dos pacientes.


Um deles , contou que, "a indignação e a sensação de desrespeito dos pacientes é generalizada ".O coordenador de atendimento de um grande hospital da Asa norte contou da reclamação de uma paciente idosa que faz acompanhamento com o geriatra. A paciente relata que "ficou surpresa quando soube da dificuldade para liberar atendimento de consulta, sendo que nunca havia passado por tal situação". A mesma alegou que paga um valor alto pelo o convênio e "não está acreditando na forma que o convênio está lidando com a situação que envolve seu tratamento médico de tão longa data, pois não recebeu nenhum tipo de sinalização sobre a paralisação do atendimento " e segundo a mesma teve que buscar a ANS , órgão que regulamenta operadoras de saúde 'para obter o direito de continuar seu atendimento com o médico de sua confiança.


Outra paciente ouvida pelo portal 'também citou que o filho - que é titular do convênio - já estava buscando outro plano de saúde, pois o valor é alto, e não têm condições de ficar sem suporte do médico que o acompanha há tanto tempo , o que considetou " um ato de desrespeito". A própria ANS informou que o número de reclamações de usuários insatisfeitos com suas operadoras cresceram 33% no ultimo trimestre da Covid 19, pelo canal DISQUE ANS 0800 7019656 .


A situação acabou por levantar a hastag #Euescolhomeumédico, em forma de protesto pelos cancelamentos de convênios junto a profissionais e clínicas, sem levar em consideração a relação médicos e pacientes e longos períodos de acompanhamento que os pacientes têm junto a estes profissionais. Além disso, há também relatos quanto os transtornos relacionados à troca de médicos, onde os novos profissionais podem ou não concordar com a condulta de tratamento e buscar se adaptar à situação pregressa dos pacientes e vice-versa, o que pode afetar o tratamento como um todo.



Outros afetados


Além do Sindicato dos Médicos, outras organizações foram afetadas pelo cancelamento, como: a Associação de Auditores Tributários (AAFIT) e Associação Nacional dos Servidores da Agricultura (ANSA).


Procurada, a Assefaz não se manifestou sobre o caso. No processo, contudo, os advogados da operador afirmam estar seguindo todas as normas da ANS.



*Com informações da Rede Globo.

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