DF: Ato em frente ao Hospital de Santa Maria pede justiça pelas mortes na unidade


Aproximadamente 20 pessoas se reuniram em frente ao Hospital Regional de Santa Maria na manhã deste sábado (21/8). Os manifestantes seguravam cruzes e faixas com frases de impacto. Parentes de vítimas e moradores da região pediram a investigação na unidade, que é administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF). Eles se direcionaram ao Ministério Público, Polícia Civil, Tribunal de Contas e Câmara Legislativa do DF.


O ato também homenageou as vidas perdidas no hospital: 40 cruzes estavam marcadas com o número 344, que foi o total de mortos na unidade de terapia intensiva (UTI) do 1º andar da unidade só nos meses de junho, julho e agosto deste ano.


Para o líder comunitário Daniel Radar, é nítido que a falta de insumos, medicamentos e falhas no atendimento contribuíram para os óbitos. “Estamos com receio de precisar ir ou levar alguém para o hospital, precisar de um leito e acabar vítima dessa roleta russa”, destaca.


Investigação


Na quarta-feira (18/9), o Iges-DF foi alvo de uma operação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que investiga suposto superfaturamento na contratação de leitos de UTI. O esquema teria desviado milhões de reais em dois contratos destinados ao fornecimento emergencial no período de março a outubro de 2020. De acordo com a Polícia Civil do DF (PCDF), foram cumpridos 61 mandados de busca e apreensão no DF.

A operação, denominada Ethon, aponta que as empresas deixaram de fornecer instrumentos e medicamentos, e que não cumpriram com a quantidade e qualidade de mão de obra exigidos contratualmente.


Na capital, além do Hospital Regional de Santa Maria, os investigadores cumpriram mandato no Hospital de Base, também administrado pelo Iges-DF. O MPDFT entende que as ilegalidades praticadas tiveram como consequência a ocorrência de altíssimas taxas de mortalidade nos leitos de UTIs de hospitais administrados pelas empresas.


Procurado por esta reportagem, o Iges-DF não se posicionou até a última atualização desta reportagem.


Fonte: Correio Braziliense

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