‘Dezembro Laranja’ alerta para a prevenção do câncer de pele



A campanha ‘Dezembro Laranja’ já está a todo vapor. Coordenada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), tem como foco a divulgação de informações sobre o câncer de pele e a orientação à população sobre como prevenir a doença, que representa 27% de todos os tumores malignos no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Neste ano, em função da pandemia de Covid-19, não haverá o tradicional mutirão de atendimento gratuito do câncer de pele, que ocorre há 21 anos em todo o País. Contudo, os trabalhos seguem forte, 100% on-line, com temática enfatizando que a conscientização deve começar na infância. Por isso, crianças e adolescentes estão entre os porta-vozes, abordando o assunto de forma didática e descomplicada, reforçando a importância de não subestimar a doença e de levar em consideração medidas de fotoproteção desde a infância.


Fruto do efeito cumulativo da radiação solar ao longo dos anos, o câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Geralmente se manifesta na população acima de 50 anos e a maioria dos casos é curável, desde que identificada em fase inicial. “É importante que as pessoas se conscientizem da necessidade da prevenção e passem periodicamente por avaliação dermatológica. Cerca de 90% dos casos de câncer de pele identificados em fase inicial são curáveis. O importante é buscar o diagnóstico precoce, para proporcionar um melhor prognóstico”, explica a professora de Dermatologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Cristina Laczynski.


Conforme detalhado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, existem diferentes tipos de câncer da pele, que podem se manifestar de formas distintas. Os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelu­lar – chamados de cânceres não melanoma –, que apresentam altos índices de cura quando diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o câncer de pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal.


FATORES DE RISCO


Segundo dados do INCA, todos os anos surgem mais de 185 mil novos casos de câncer da pele – o tumor de maior incidência no País. As principais características de risco são a presença de sardas, antecedentes na família, ferimentos que não cicatrizam com facilidade, pintas, sinais e verrugas que mudam de tamanho e cor, assim como lesões avermelhadas.


O horário que apresenta risco mais acentuado de exposição ao sol e que deve ser evitado é entre 10h e 16h, quando há maior incidência de raios ultravioletas. “O filtro solar com mínimo de 30 FPS (fator de proteção solar) ainda é um dos principais meios de proteção e deve ser passado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão na água. O uso de chapéus de abas largas, de óculos de sol com proteção UV e de roupas que cubram boa parte do corpo, diminuindo a exposição direta da pele ao sol, também é recomendado”, aconselha a dermatologista da FMABC, Dra. Cristina Laczynski.


Fonte: ABC do ABC

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