Criança de 11 anos em tratamento de doença rara vence o coronavírus em SP



Uma criança de 11 anos, em tratamento de uma doença rara, se recuperou da Covid-19 na Santa Casa de Santos, no litoral de São Paulo. A estudante Mariana Dias Fernandes mora em Guarujá e, no ano passado, foi diagnosticada com Histiocitose de Células de Langerhans (HCL). A menina continua fazendo quimioterapia e acabou sendo infectada com o novo coronavírus, tendo que ser internada por 13 dias, inclusive com uso de oxigênio.


A criança foi diagnosticada com a Histiocitose de Células de Langerhans, em 2019. A HCL é uma doença rara e sistémica associada à proliferação e acumulação (normalmente em granulomas) de células de Langerhans em vários tecidos.

A doença pode provocar infiltrações nos pulmões, lesões ósseas, exantemas e disfunções hepáticas, hematopoiéticas e endócrinas. A maioria dos casos ocorre em crianças. Os tratamentos compreendem medidas de apoio e quimioterapia ou tratamento local com cirurgia ou radioterapia.

"Descobrimos um tumor ósseo e ela passou por tratamento especializado em São Paulo. Logo depois, ela fez a retirada do tumor e descobriu a Histiocitose. Desde setembro, ela faz quimioterapia a cada 21 dias, que é o tratamento adequado a essa doença rara. Porém, em casa, ela toma todos os dias quimioterapia via oral", diz a mãe e bombeira civil Daniele Rocha Dias, de 33 anos. A mãe relata que, devido a doença, a menina teve cálculo renal e escoliose na coluna. A criança até faz fisioterapia devido a dificuldade que passou a ter com alguns movimentos.

"Ela não pode ter febre, porque se a imunidade dela baixar, tem que tomar fortes medicamentos. Mas deu febre nela há duas semanas e tive que levá-la correndo ao hospital em Guarujá, e rapidamente eles pediram a internação na Santa Casa, para onde foi transferida. Ela fez o teste, que deu positivo para Covid-19", explica a mãe.

O diagnóstico trouxe medo para toda a família. Quatro dias depois, Mariana ficou com muita falta de ar. Os exames mostraram que ela já estava com os pulmões bastante infectados.

"Ele foi para Santa Casa no dia 11 de maio. Foram 13 dias internada, 10 com febre alta, dores na perna e muita fraqueza, além de três dias no oxigênio. Mas não perdemos a fé. Foi assustador ter o diagnóstico de Covid-19 por ela ser paciente de risco e já ter lutado tanto pela vida. Mas ela foi guerreira mais uma vez. Manteve o jeito alegre e sua força de superar. Com a alta, nesta quarta, o sentimento foi de gratidão, tanto aos profissionais da saúde que foram maravilhosos, quanto a Deus", finaliza a mãe.


Fonte: G1

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