Covid: pesquisa com 342 mil pessoas comprova eficácia de máscaras


Um estudo realizado por pesquisadores de Bangladesh e da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, comprovou a eficácia das máscaras no combate à Covid-19. O levantamento, feito por meio de um ensaio clínico randomizado, foi publicado em pré-print e está passando pela revisão da comunidade científica para ser disponibilizado na revista Science.


Entre novembro de 2020 e abril de 2021, os pesquisadores estudaram o uso de máscaras em 600 vilarejos de Bangladesh, com 342 mil adultos — o estudo é considerado o maior até agora sobre o uso do item de proteção.


Entre os participantes, 178 mil receberam máscaras de tecido e cirúrgicas gratuitamente. Também foram informados sobre a importância do equipamento e lembrados disso a cada oito semanas. Os líderes do grupo usavam máscaras o tempo inteiro para servirem de exemplo. O outro grupo não recebeu nenhuma intervenção.


Os pesquisadores observaram as comunidades semanalmente para entender quais grupos de fato usavam as máscaras e procuravam se distanciar em aglomerações. Nas semanas cinco e nove do estudo, todos os participantes passaram por exames de Covid. Nas semanas 10 e 12, foram coletadas amostras de sangue para teste de anticorpos.


As intervenções – distribuição gratuita e informações – triplicaram o uso correto da máscara, com 13,3% no grupo que não recebeu nada contra 42,3%. O distanciamento social foi de 24,1% entre os participantes do grupo de controle e de 29,2% nos que receberam orientações.


Cerca de cinco meses após as intervenções, o impacto diminuiu, e as pessoas foram deixando de usar o equipamento de proteção — porém, o grupo que recebeu as máscaras continuou usando o item 10% a mais que as outras pessoas.


Entre os que tiveram suporte, 7,6% tiveram Covid, comparando a 8,6% do grupo de controle. Os pesquisadores dizem que as intervenções diminuíram os casos de Covid-19 sintomática em 9,3%. As infecções com sintomas também foram 11,2% menores entre as pessoas que usaram máscaras cirúrgicas ao invés da de pano.


Fonte: Metrópoles

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