Conheça 5 sintomas no pênis que merecem uma visita ao médico


 
 

Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia apontam um aumento de 1.604% nas amputações de pênis no Brasil nos últimos 14 anos. No total, foram 7.213 procedimentos realizados, uma média de 515 remoções penianas por ano.


A principal causa é o câncer de pênis que, apesar de ser mais frequente em homens a partir dos 50, também inclui os mais jovens nas estatísticas.


A amputação, em grande parte dos casos, é resultado da demora no diagnóstico — já que geralmente homens não são tão atentos à saúde, negligenciam sintomas e tardam em buscar atendimento médico.


Ainda há muitos tabus em torno da saúde masculina, como o mito de que se cuidar vai contra a virilidade. O preconceito e a falta de informação não influenciam somente nos casos de câncer de pênis, mas em todas as condições comuns de saúde do homem, como o câncer de próstata, que representa quase 30% dos diagnósticos de câncer no país, segundo o Instituto Nacional do Câncer.


O urologista Carlos Bautzer, que atua no núcleo de Medicina Sexual do Hospital Sírio-Libanês e é membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), reforça que é importante e necessário que o homem tenha mais atenção com a saúde, principalmente no que envolve o pênis.


“Os homens precisam entender que o autocuidado é de extrema importância. Quando você não interage com seu pênis, não identifica pequenos sinais que podem indicar a necessidade de uma visita ao médico. E podemos estar falando de câncer de pênis, mas também de outras condições, como disfunção erétil, câncer de próstata, doenças sexualmente transmissíveis. Seja qual for o caso, quanto mais tarde o diagnóstico, maiores as chances de sequelas e outras complicações”.

Bautzer destaca cinco sintomas na região do pênis que devem ser um alerta para homens buscarem atendimento médico. Confira:


Surgimento de manchas ou lesões


Sintoma mais visível aos olhos, manchas no pênis podem significar diversos problemas, desde falta de higiene até alguma infecção ou doença sexualmente transmissível.

Além de usar camisinha nas relações sexuais, o urologista reforça a importância da higiene na região, para evitar a proliferação de bactérias e o surgimento de outras complicações.


Outras alterações na pele do pênis também devem ser observadas, pois podem ser sintoma de câncer, como mudança na cor ou espessura da pele, feridas, nódulos, lesões de cor marrom-azulada, entre outras.


Dificuldade de iniciar a micção


A dificuldade na hora de começar a urinar ou até a dificuldade em esvaziar a bexiga por completo podem ser indícios de hiperplasia prostática benigna, uma condição que consiste no aumento de tamanho da próstata e afeta cerca de 80% dos homens com mais de 50 anos. Apesar de benigna, é importante tratá-la, para voltar a ter qualidade de vida.


Dificuldade frequente em manter uma ereção


Nem sempre a dificuldade de manter a ereção na relação sexual é um problema. Porém, quando isso se torna frequente, pode ser indicativo tanto de disfunção erétil, condição que atinge mais de dez milhões de brasileiros, quanto de problemas cardíacos — já que a ereção envolve a circulação sanguínea.


Quanto antes o homem buscar atendimento médico para investigar as causas, melhor o tratamento para que a ereção retorne ao nível normal.


Fluxo urinário fraco ou interrompido


A alteração no fluxo urinário do homem pode ser indicativo de câncer de próstata. Outros sinais que pedem atenção são a micção frequente – principalmente no período da noite, sangue na urina ou no sêmen e fraqueza nas pernas.


Em estágio inicial, o câncer não provoca nenhum sintoma, por isso a importância de manter os exames de próstata em dia. Com o diagnóstico precoce, as chances de cura chegam a 90%.


Liberação involuntária de urina


A liberação de urina “sem querer” durante um esforço físico, como ao tossir ou espirrar, pode ser indicativo de incontinência urinária. A vontade excessiva de fazer xixi também pode ser outro indicador. A incontinência urinária tem tratamento e devolve a qualidade de vida para quem sofre com essa condição.


Fonte: Metrópoles

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