Confira 5 cuidados com as crianças durante as férias


Com o período de férias escolares, as crianças ficam contentes por não precisarem ir à escola, podendo brincar em casa por um tempo maior. Seja em casa ou viajando, os pequenos costumam ficar livres para se divertir.


Porém, o período em casa pode causar preocupação se não houver alguns cuidados por parte dos pais. Sem a vigilância de adultos – ao contrário do que ocorre na escola -, a probabilidade de acidente é maior.


Segundo dados recentes da Sociedade Brasileira de Pediatria, acontecem aproximadamente 200 mil acidentes domésticos por ano com crianças no Brasil. No período de férias escolares, esse índice aumenta em 25%, o que reforça a necessidade de atenção com os pequenos.


De acordo com a médica do Departamento de Saúde Escolar do Colégio Positivo, Andrea Dambroski, os acidentes domésticos estão entre as principais causas de morbidade e mortalidade na infância e na adolescência.


“Traumas, queimaduras, quedas, afogamento, ingestão de corpo estranho e intoxicações com produtos de limpeza estão entre os principais acidentes e, na maioria dos casos, podem ser evitados”, adverte a especialista, que destaca cinco cuidados essenciais com as crianças nas férias. Confira:


1. Proteção solar


Nesse período, é muito comum optar por atividades ao ar livre, em praias ou piscinas, e consequentemente, passar mais tempo sob o sol. “O ideal é que a exposição ocorra em horários específicos para que os benefícios dos raios solares sejam maiores que os riscos, ou seja, antes das 10 horas e após às 16 horas, quando a radiação UVB é menor”, aconselha Andrea.


Os raios UVB estão relacionados com as queimaduras, sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. O uso de protetor deve ser feito a cada duas horas, alerta a médica.

2. Cuidados no ambiente doméstico


Medidas simples podem e devem ser adotadas, como proteger tomadas para evitar choques elétricos e queimaduras; manter medicamentos e produtos de limpeza em frascos identificados e longe do alcance das crianças; e instalar telas em janelas, sacadas e vãos que sejam desprotegidos, como laterais de escadas.


É importante não manipular líquidos e substâncias quentes com a criança por perto ou no colo. Mantenha os cabos de panelas virados para o interior do fogão e a tampa do vaso sanitário fechada, além de evitar deixar água em balde ou tanque, por risco de afogamento. Mas o principal é não deixar a criança sozinha sem a presença de um adulto.


3. Consumo de água


É muito importante que os pais incentivem os filhos a beber água, principalmente no verão. A quantidade de líquido varia de acordo com a faixa etária das crianças, diferentemente do recomendado aos adultos.


“Até os 12 meses, o indicado é ingerir 800 ml a um litro de água por dia. Entre o primeiro e terceiro ano de vida, a demanda sobe para 1,3 litro. De quatro a oito anos, a média é de 1,7 litro. Já entre nove e 13 anos, a quantidade varia conforme o sexo, sendo 2,1 litros para as meninas, e 2,4 litros para os meninos”, explica Andrea.


4. Atividades físicas


O sedentarismo e a obesidade infantil vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos. Muito disso é atribuído ao tempo que crianças e adolescentes passam em frente à televisão, celular e computador.


“Esse período de férias é uma ótima oportunidade para despertar o interesse das crianças por outras atividades, como jogar bola, correr, pular corda, andar de bicicleta, nadar – sempre com supervisão –, além de participar de atividades lúdicas como pega-pega, esconde-esconde, amarelinha. Certamente essa mudança vai trazer uma melhora para a saúde da criança, na coordenação motora e no aspecto emocional”, ressalta.


5. Saúde mental


A pandemia trouxe muita restrição na rotina – tanto dos adultos quanto das crianças. O isolamento social teve um grande impacto na saúde mental de todos, o que, inclusive, vem preocupando muito os especialistas.


“A pandemia fez aumentar a ansiedade e até mesmo a depressão em crianças e adolescentes. A orientação nesse período é levá-las para brincar ao ar livre, como em parques e praças, sempre de máscara. Fazer com que leiam, andem de bicicleta, joguem bola, e participem de atividades com amigos mais próximos também são boas opções”, sugere a especialista.


Porém, Andrea alerta que é preciso ficar atento aos detalhes: se os pais notarem uma mudança de comportamento ou no apetite, tique nervoso, choro constante, dificuldade para dormir, é hora de buscar ajuda de um profissional.


Fonte: Metrópoles

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