Comer menos e em horário correto ajuda a viver mais, diz estudo



Hábitos alimentares errados estão relacionados há uma série de problemas de saúde para os humanos e, hoje, a ciência tenta avançar para descobrir o que, de fato, dá certo neste campo com o objetivo de que as pessoas vivam mais.


Na quinta (5/5), um novo estudo foi publicado na revista Science sugerindo que, além de comer menos, devemos concentrar nossas refeições no horário em que estamos mais ativos. O trabalho foi feito por uma equipe do Instituto Médico Howard Hughes, dos Estados Unidos, e usou camundongo como cobaias.


Durante o experimento, ao reduzir a dieta dos camundongos, os pesquisadores conseguiram com que eles vivessem cerca de 10% a mais que o tempo esperado.


E, quando, além de reduzir as calorias, os cientistas também restringiram as refeições ao horário no qual os roedores estavam mais ativos – no caso, à noite – a expectativa de vida dos animais aumentou 35%. Ou seja, comer menos e no horário certo seria a chave para viver mais.


O líder do trabalho, o biólogo molecular Joseph Takahashi, que vem se notabilizando em estudos sobre o ciclo circadiano, explica que, uma adaptação possível para os humanos seria restringir as refeições ao período diurno. E, ao site Science Alert, acrescentou que ele mesmo faz isso em sua rotina diária.


Jejum intermitente


Nos últimos anos, se tornaram populares dietas que defendem a restrição alimentar por certos períodos como uma estratégia para a perda de peso.


Uma pesquisa recente publicada no New England Journal of Medicine, entretanto, mostrou que o horário das refeições não faz tanta diferença em relação à perda de peso. Fechar a boca é que seria imprescindível para o emagrecimento, como a prática demonstra.

No entanto, o estudo publicado na Science se concentra na longevidade. A hipótese, que precisará ser aprofundada por outras pesquisas, é que a restrição calórica aliada ao estabelecimento de um período de tempo determinado para a alimentação, compensaria a queda de metabolismo que ocorre com o tempo. “No nosso estudo, encontramos diferenças profundas na expectativa de vida”, sustenta Takahashi.


Fonte: Metrópoles

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