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Comer fritura pode aumentar risco de ansiedade e depressão, diz estudo



De acordo com um estudo publicado nessa segunda-feira (24/4), o excesso de frituras pode levar a inflamações neurológicas que aumentam o risco de desenvolver condições psiquiátricas. O levantamento foi feito com base nos hábitos alimentares de 140 mil pessoas e mostrou que o consumo regular de frituras aumenta em 12% o risco de desenvolver ansiedade e em 7% as chances de ter depressão.


Os riscos são ainda maiores para homens e jovens. A pesquisa liderada por gastroenterologistas da Universidade de Zhejiang, da China, foi publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.


Segundo o estudo, a culpada pela associação da alimentação às doenças é a acrilamida, uma substância presente em comidas fritas em altas temperaturas. O composto orgânico, presente especialmente na batata frita, também aumenta a incidência de câncer.


Riscos do excesso de acrilamida


O que os pesquisadores demonstraram é que, após um consumo excessivo de frituras, a acrilamida também pode induzir a comportamentos depressivos e ansiosos. A substância acaba gerando inflamações neurológicas, especialmente quando associada ao estresse.


“Conseguimos comprovar que reduzir o consumo de frituras é bom também para a saúde mental. A partir das evidências, mostramos que a acrilamida pode ser um gatilho para manifestações de doenças de ordem cerebral”, concluem os pesquisadores.


Estas inflamações, segundo o estudo, podem até alterar a absorção de dois tipos de lipídios e gerar desordens permanentes no sistema nervoso. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o consumo excessivo de ultraprocessados pode aumentar o risco de depressão em até 82% se eles representarem mais de 16% da ingestão diária.


Fonte: Metrópoles

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