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Cirurgião esclarece mitos e verdades sobre a doação de órgãos



Apesar de ser essencial para salvar vidas, durante a pandemia de Covid-19 foi registrada uma queda de 6,5% nas doações de órgãos no Brasil em comparação com o primeiro semestre de 2019. Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).


Segundo o cirurgião Ronaldo Andrade, membro da ABTO e especialista em transplantes de órgãos abdominais, a doação é essencial para prolongar a expectativa de vida de pacientes doentes. “Um doador pode salvar mais de 20 vidas”, enfatiza.


Porém, de acordo com a ABTO, um dos principais fatores para a queda de doações é a negação familiar — em muitos casos, o doador não reforçou o desejo em vida e a família não entende como funciona o processo.


Para sensibilizar e encorajar o transplante pelo país, o cirurgião lista cinco mitos e verdades sobre o procedimento. Confira:


Não é possível doar órgãos em vida


De acordo com Andrade, essa afirmação é um mito. “Doadores vivos podem ceder um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão para familiares de até quarto grau”, esclarece. Para doar órgãos em vida, é necessário ter mais de 21 anos e boas condições de saúde.


É necessário deixar documentos assinados para autorizar a doação após a morte


O médico diz que é mentira. Não é preciso nenhum documento para expressar a vontade do paciente. Porém, o cirurgião pondera que o consentimento da família, que fica responsável pela autorização após a morte do indivíduo, é essencial. Logo, é importante conversar com pessoas próximas para reforçar o desejo.


Não é possível decidir para quem irá a doação de órgãos após a morte do paciente


Verdade. Andrade diz que apenas na doação em vida é possível decidir para quem o órgão irá. Ele acrescenta ainda que qualquer tipo de doação pode ser realizada, desde que o paciente tenha falecido por morte encefálica.


Idosos também podem doar órgãos


Verdade. O determinante para a possibilidade da doação de órgãos e tecidos, segundo o cirurgião, é o estado de saúde do paciente e não a idade. “A avaliação é feita por uma equipe médica especializada e, por fim, encaminhada para a central de transplantes”, diz.


Existem custos para a doação de órgãos


O cirurgião desmente a afirmação. O cirurgião diz que a família do doador não terá nenhum custo se optar pela doação de órgãos e acrescenta que os parentes não receberão nenhum tipo de pagamento ao autorizar o procedimento.


Fonte: Metrópoles

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