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Cientistas recriam música do Pink Floyd a partir de ondas cerebrais



Neurocientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, conseguiram recriar o clássico Another Brick in the Wall – Part 1, da banda Pink Floyd, a partir de ondas cerebrais de humanos.


É a primeira vez que uma música é decodificada a partir da atividade cerebral com a ajuda de inteligência artificial. O resultado foi publicado na terça-feira (15/8), na revista PLOS Biology.


O feito poderia ajudar as pessoas com problemas neurológicos que afetam a comunicação – como a esclerose lateral amiotrófica (ELA), derrame ou paralisia – a terem a musicalidade da fala natural restaurada, acreditam os neurocientistas.


Estímulo cerebral à música


Os pesquisadores usaram inteligência artificial para decodificar os sinais cerebrais de 29 pacientes submetidos à cirurgia para tratar epilepsia entre 2009 e 2015.


Eles tinham uma rede de eletrodos implantados em seus cérebros, o que deu aos médicos a possibilidade de registrar a atividade cerebral dessas pessoas enquanto elas ouviam um trecho de três minutos do hit de 1979, sendo possível identificar a frase “All in all, it’s just another brick in the wall”.


“Parece que eles estão falando debaixo d’água, mas é a nossa primeira tentativa”, afirma o neurologista Robert Knight, professor de psicologia da UC Berkeley e um dos autores do estudo.

Ele acredita que o problema poderia ser resolvido com pequenos ajustes no sistema de eletrodos, como colocá-los mais próximos uns dos outros. No experimento, os participantes com menor espaço entre os dispositivos conseguiriam formar melhores reconstruções da música.


A descoberta pode dar a capacidade de decodificar não apenas o conteúdo linguístico das pessoas, mas também o conteúdo prosódico da fala (entonação, ritmo, acento da linguagem falada) e parte do afeto.


“Uma das coisas para mim sobre a música é que ela tem prosódia e conteúdo emocional. À medida que todo esse campo de interfaces cérebro-máquina progride, isso oferece uma maneira de adicionar musicalidade a futuros implantes cerebrais para pessoas que precisam, como alguém que tem ELA ou algum outro distúrbio neurológico ou de desenvolvimento incapacitante que comprometa a produção da fala”, explica Knight.


Fonte: Metrópoles

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