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Cientistas conseguem reverter sinais de envelhecimento em ratos



A imortalidade é um desejo antigo da humanidade. Na procura por maneiras de parar e até reverter o relógio biológico, a comunidade científica internacional busca opções para lidar com o envelhecimento. Pelo menos em camundogos, as pesquisas parecem promissoras.


Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Harvard Medical School e publicado na Revista Cell na última quarta (12/1), concluiu que os sinais de envelhecimento podem ser revertidos em camundongos.


Para a realização da pesquisa, os ratinhos foram expostos a uma terapia que danificou seu genoma, causando problemas de saúde. Alguns dos sintomas apresentados pelos roedores foram a fragilidade, desgaste dos tecidos e queda de pelos.


Para determinar se o dano, que imita o envelhecimento, é reversível, os pesquisadores expuseram os animais novamente a uma terapia genética que foi capaz de reverter as mudanças.


Os camundongos recuperaram a maior parte de sua visão, seus cérebros pareciam mais jovens e a saúde renal e muscular melhorou. De acordo com os pesquisadores, as células dos ratos voltaram para 50% a 75% de sua idade original.


Outros estudos em análise


Um estudo em versão pré-print (pesquisa que ainda está em análise pela comunidade científica antes de ser publicada oficialmente) realizado por pesquisadores de San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que é possível rejuvenescer células em camundongos, ajudando-os a viver mais, melhorando a saúde do coração e dos pulmões.


De acordo com os cientistas, é possível que um medicamento semelhante esteja no mercado até 2028 para tratamento em humanos. Os cientistas descobriram que a reversão de idade, na teoria, é capaz de desfazer os efeitos do envelhecimento no nível celular, aumentando a expectativa e o número de anos saudáveis vividos.


Para a realização da pesquisa, a equipe observou camundongos com 124 semanas de vida, o equivalente a um idoso com cerca de 77 anos. A cada quinze dias, metade dos roedores recebia uma injeção de placebo, enquanto outra metade tomava uma terapia baseada em um vírus modificado que carrega pedaços adicionais de código genético.


Os camundongos que receberam os vírus viveram 18,5 semanas a mais e permaneceram saudáveis por mais tempo, além de apresentarem melhora na saúde do coração e do fígado. Já os roedores que receberam placebo viveram apenas 8,9 semanas a mais.


Porém, os cientistas pontuaram que é preciso dar continuidade nos testes em animais para confirmar a segurança e eficácia do tratamento em humanos.


Fonte: Metrópoles

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