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Cientistas brasileiros criam sensor que permite detectar doenças como Alzheimer e Parkinson em 3 minutos



Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Viçosa (UFV) desenvolveram um sensor que pode facilitar a vida de pacientes que necessitam monitorar com frequência biomarcadores na urina. O dispositivo é capaz de fornecer essas informações de forma rápida e em casa, bastando conectá-lo ao smartphone.


O equipamento, com custo de produção inferior a R$ 0,50, contém uma tira de sensor flexível com eletrodos que, integrada a um analisador portátil, mede um amplo espectro de biomarcadores moleculares em 3 minutos, após receber gotas de urina humana, sem a necessidade de passar a amostra por etapas prévias de pré-tratamento. O resultado sai em um dispositivo móvel, como celular, laptop ou tablet.


Os testes feitos durante o estudo, que contou com apoio da FAPESP, analisaram níveis de ácido úrico e dopamina na urina. Que são biomarcadores para diferentes tipos de doença, como: gota, câncer, disfunção renal, diabetes tipo 2, além de distúrbios neurológicos e psiquiátricos, incluindo esquizofrenia, depressão, Alzheimer e Parkinson.


“A integração de sensores químicos eletrônicos com dispositivos portáteis permite monitorar continuamente e remotamente os principais sinais vitais, níveis de metabólitos e biomarcadores dos pacientes em tempo real para apoiar a saúde e o bem-estar”, afirma Paulo Augusto Raymundo-Pereira, pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP).


Foco em sustentabilidade


Outro destaque, é que o dispositivo foi desenvolvido com filmes biodegradáveis de poliácido lático (PLA), contribuindo para atender aos requisitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Agenda 2030. Diferente de outros mecanismos já existentes feitos de plásticos convencionais à base de petróleo e que ajudam a poluir o meio ambiente.


“O PLA é um poliéster biodegradável, reciclável, compostável, de base biológica derivado do ácido lático e produzido a partir de recursos naturais renováveis por fermentação de polissacarídeos ou açúcares extraídos do milho, trigo, batata, cana-de-açúcar, arroz e beterraba sacarina. Foi escolhido por nós devido às características intrínsecas e desejáveis, incluindo propriedades químicas, físicas, mecânicas, térmicas, alta resistência, elasticidade e rigidez”, explica Pereira.


Nos Estados Unidos, o material já tem aprovação da Food and Drug Administration, (FDA, agência regulatória americana) para aplicações biomédicas, incluindo stents, placas e parafusos ortopédicos, suturas absorvíveis, veículos de administração de medicamentos, filmes de prevenção de adesão, engenharia de tecidos, dispositivos implantáveis e contato direto com fluidos biológicos.


Fonte: O Globo

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