Chance de desenvolver disfunção erétil é 2 vezes maior em homens que fumam cigarros eletrônicos


 
 

O uso diário de cigarros eletrônicos pode estar associado à incidência de disfunção erétil em homens, mostrou um estudo publicado nesta quarta-feira (1°) no periódico científico American Journal of Preventive Medicine.


A pesquisa, realizada com feita com 11.207 homens adultos com idade entre 20 e 65 anos, revelou que homens que utilizam o dispositivo eletrônico de nicotina todos os dias têm cerca de duas vezes mais chances de desenvolver o problema cardiovascular, se comparado com quem nunca utilizou o aparelho.

A disfunção erétil é a incapacidade do homem de alcançar ou manter uma ereção adequada para a realização de uma relação sexual satisfatória.

O estudo, liderado por pesquisadores das universidades de Nova York e Johns Hopkins, nos Estados Unidos, aponta que o dispositivo de nicotina utilizado como alternativa ao tabagismo não é tão inofensivo como se imaginava. “Nossas análises levaram em consideração a história de tabagismo dos participantes, incluindo aqueles que nunca foram fumantes de cigarro para começar, então é possível que a vaporização diária de cigarros eletrônicos possa estar associada a maiores chances de disfunção erétil, independentemente da história de tabagismo da pessoa”, disse Omar El Shahawy, professor do departamento de saúde da NYU autor do estudo. Limitações Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores tiveram acesso aos dados do “ Population Assessment of Tobacco and Health (PATH)”, um estudo que reúne relatos de 45.971 adultos norte-americanos com 18 anos para avaliar o uso do tabaco e seus impactos na saúde.

Após uma observação inicial, os pesquisadores mantiveram no estudo apenas os homens entre 20 e 65 anos de idade não diagnosticados com nenhuma doença cardiovascular.

Dos 11.207 participantes, quase metade revelou ser ex-fumante de cigarros eletrônicos, enquanto 21% afirmaram que ainda utilizam o dispositivo. 14% disseram usar outros produtos do tabaco. Em comparação com aqueles que nunca usaram cigarros eletrônicos, os usuários que utilizam o dispositivo diariamente apresentaram risco duas vezes maior de desenvolver disfunção erétil. Os dados foram consistentes em todas as faixas etárias.

O estudo, contudo, possui limitações. De acordo com os pesquisadores as análises foram baseadas na percepção e relato pessoal dos participantes sobre a frequência de uso dos dispositivos e problemas relacionados à disfunção erétil.

"Todos os quais estão sujeitos a erros de classificação e viés de desejabilidade (possibilidade dos entrevistados responderem a perguntas com base do que os outros pensam)", afirma o estudo.

Além disso, também não houve dados indicando se os entrevistados estavam ou tomando medicamentos associados à disfunção erétil, como antidepressivos ou betabloqueadores.


Fonte: G1

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