Cerca de 642 mil pessoas estão com a 2ª dose da vacina contra Covid-19 atrasada em SP


O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou nesta quarta-feira (21) que cerca de 642 mil pessoas estão com a 2ª dose da vacina contra a Covid-19 atrasada no estado.


O número representa crescimento de 60,5% em relação ao balanço divulgado em maio pela secretaria da Saúde, onde cerca de 400 mil pessoas estavam com atraso no complemento do esquema vacinal em São Paulo.

Segundo Jean Gorinchteyn, a secretaria fará um esforço com os municípios para que os paulistas que tiveram em atraso sejam convocados aos postos de saúde.

“Nós temos ainda 642 mil pessoas que não fizeram o uso da segunda dose. Porém, temos 31 milhões que já tomaram a 1ª dose. É claro que essas pessoas ainda são convocadas para ser imunizadas. Nós temos que reforçar que para que haja uma proteção, temos que ter realmente as duas doses estabelecidas nos prazos que são estabelecidos pela própria Ciência para a imunização”, disse Gorinchteyn. De acordo com o vacinômetro, do governo de SP, cerca de 32,4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 já foram aplicadas até a manhã desta quarta-feira (21) em São Paulo.

Desse total, 23,9 milhão foram vacinas de 1ª dose e outras 7,5 milhões de 2ª dose, além de 1 milhão de doses únicas aplicadas no estado. Coronavac Ao lado do vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, Jean Gorinchteyn participou na manhã desta quarta (21) da entrega de mais 1,5 milhão de doses da CoronaVac ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

No evento, Rodrigo Garcia destacou que o estado aplicou nesta terça (20) cerca de 520 mil doses das vacinas contra a Covid-19 e que a aplicação no estado está acelerada. Complemento vacinal Em maio, a coordenadora Geral do Programa Estadual de Imunização, Regiane Cardoso de Paula, já tinha feito um apelo para que os paulistas procurem os serviços de saúde para receber a segunda dose dos imunizantes.

Regiane de Paula destacou o intervalo entre doses da vacina da Astrazeneca/Fiocruz, que é de 12 semanas, maior que o intervalo da vacina do Butantan, que fica entre 14 e 28 dias. "A gente tem que lembrar que, no caso da Fiocruz, são 12 semanas, então muitas vezes as pessoas se esquecem dessas. Eu tomei a primeira dose, a vida tá corrida, milhões de coisas acontecendo, eu estou em trabalho remoto, e muitas vezes eu esqueço. Então, eu faço um apelo para quem não tomou a segunda dose, que volte a unidade básica de saúde e complete o seu esquema vacinal", disse de Paula. Naquela data, o governo do estado diz que “envia lembretes por SMS (mensagens de texto) e e-mail às vésperas da aplicação da segunda dose” e que as prefeituras devem criar estratégias para alcançar essas pessoas.


Fonte: G1

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